Escudo das Américas: Facções Sob o Foco das Sanções na Aliança de Trump com Governos do Continente
Trump solicita ações contra narcoterroristas na América Latina
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu a necessidade de ações coordenadas contra grupos narcoterroristas na América Latina, destacando a criação de uma aliança entre países da região.
O novo grupo, denominado “Escudo das Américas”, é formado apenas por governos que compartilham a ideologia de Trump. Notavelmente, países como Brasil, México e Venezuela não foram convidados para a reunião inaugural, apesar de suas organizações criminosas estarem na lista de alvos divulgada.
Especialistas consideram essa aliança como um reflexo da “Doutrina Monroe”, uma estratégia que busca manter a influência dos EUA na América Latina, controlando as atividades de grupos que ameaçam a segurança regional.
A lista de alvos do Escudo das Américas inclui facções como o MS-13 e o Barrio 18, que têm suas origens nos Estados Unidos e atuam em diversos países da América Latina.

O Escudo das Américas também anunciou sanções contra várias facções, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). O documento que formaliza essas sanções foi assinado por diversos países da região, incluindo Argentina, Colômbia e Peru.
O texto enfatiza a necessidade de uma resposta coletiva ao narcoterrorismo, que representa uma ameaça à paz e segurança do hemisfério. As medidas incluem o congelamento de ativos e restrições de imigração para membros dessas organizações.
“Reconhecemos a ameaça universal representada por organizações narcoterroristas transnacionais e anunciamos ações conjuntas para enfrentá-las”, afirma o documento.
Além disso, o governo Trump classificou facções como PCC e CV como “terroristas globais”, uma designação que não é aceita pelo governo brasileiro. A legislação brasileira define terrorismo de forma diferente, focando em atos violentos motivados por discriminação ou preconceito.
Essa diferença de interpretação foi discutida em uma reunião no Ministério da Justiça, onde o então secretário de Segurança Pública ressaltou que as organizações criminosas no Brasil não possuem ideais políticos ou religiosos, mas estão mais focadas em atividades ilícitas e lavagem de dinheiro.
O Escudo das Américas, por sua vez, continua a expandir sua lista de alvos, incluindo uma variedade de facções e grupos envolvidos no narcotráfico e na violência na região.
Atualmente, os integrantes do Escudo das Américas incluem:
- Estados Unidos;
- Argentina;
- Belize;
- Bolívia;
- Chile;
- Colômbia;
- Costa Rica;
- El Salvador;
- Equador;
- Guiana;
- Honduras;
- Panamá;
- Paraguai;
- Peru.