Estudantes argentinos realizam protestos contra cortes de Milei na educação

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Estudantes e professores argentinos protestam por direitos na educação e contra venda de terras a estrangeiros.

Uma grande mobilização de estudantes e professores na Argentina atraiu milhares de participantes nesta quinta-feira, 5 de outubro de 2026. O protesto teve como foco a exigência pelo cumprimento da Lei de Financiamento Universitário, que assegura repasses orçamentários para a educação superior.

A manifestação principal ocorreu em frente ao Congresso, em Buenos Aires, e culminou em confrontos diretos. Inicialmente pacífica, a mobilização foi marcada por tumultos quando um grupo de indivíduos encapuzados se juntou, resultando em arremessos de pedras e a resposta da polícia com gás lacrimogêneo e jatos d’água.

Os manifestantes reivindicam a implementação da legislação aprovada em 2025, que garante a recomposição de bolsas e a atualização dos salários dos docentes. Esses direitos foram comprometidos por um corte real de 40,5% no orçamento universitário no primeiro semestre de 2026, conforme dados da Universidade de Buenos Aires (UBA).

Apesar das decisões da Suprema Corte que ordenam a liberação dos repasses orçamentários, o governo continua a suspender os pagamentos, justificando-se com recursos legais e a falta de clareza sobre a origem dos fundos necessários.

Essa mobilização é a quinta de grande porte desde o início do mandato do presidente Javier Milei e contou com a participação de sindicatos, grupos de oposição e aposentados. Eles também se manifestaram contra um decreto do governo que facilita a venda de terras a estrangeiros, gerando preocupações sobre a soberania nacional e o impacto econômico sobre a população local.

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