Estudo revela frequência cardíaca ideal após análise do coração de 460 mil pessoas

Compartilhe essa Informação

Pesquisa revela a importância da frequência cardíaca no risco de AVC.

Atualmente, a monitorização dos sinais vitais em tempo real é uma realidade acessível, graças aos smartwatches e pulseiras de atividade. Esses dispositivos fornecem informações constantes sobre a frequência cardíaca em repouso, um dado crucial para a saúde cardiovascular.

A medicina reconhece que tanto a frequência cardíaca elevada quanto a baixa podem indicar problemas de saúde. Embora uma frequência alta seja geralmente vista como um sinal de alerta, uma frequência excessivamente baixa também pode ser prejudicial e não deve ser ignorada.

Uma nova pesquisa apresentada na European Stroke Organisation Conference, embora ainda em fase de revisão, analisou dados de 460 mil participantes ao longo de 14 anos. O estudo focou nos históricos médicos dos participantes e registrou 12.290 casos de AVC durante o período de acompanhamento.

Os pesquisadores cruzaram os dados da frequência cardíaca em repouso com os históricos de saúde, revelando um padrão claro: o gráfico de risco apresentou uma forma de “U”, indicando que a frequência cardíaca ideal está entre 60 e 69 batimentos por minuto, correlacionando-se com o menor risco de AVC.

O significado

Esse formato de gráfico sugere que batimentos em repouso acima de 90 bpm aumentam o risco de AVC em até 45%, tanto isquêmico quanto hemorrágico. Por outro lado, uma frequência muito baixa, como 50 bpm, também eleva o risco, o que indica que não se deve considerar a frequência cardíaca isoladamente.

A medicina já identificava que arritmias severas, como a fibrilação atrial, são fatores de risco significativos para AVC. O novo estudo ajustou os dados para diferenciar indivíduos com e sem fibrilação atrial, demonstrando que a frequência cardíaca em repouso é um marcador prognóstico independente.

Estudos anteriores explicam que frequências cardíacas extremas podem impactar a saúde cerebral. Frequências muito baixas podem prejudicar a circulação sanguínea no cérebro, aumentando o risco de formação de coágulos, especialmente em contextos de múltiplos fatores de risco.

Por outro lado, uma frequência cronicamente elevada expõe os vasos sanguíneos a um estresse mecânico constante, favorecendo a inflamação, hipertensão e danos vasculares, conforme evidenciado em pesquisas anteriores.

Essas descobertas são promissoras, especialmente para pacientes idosos, pois oferecem um novo parâmetro para prever o risco de AVC. Isso permite um controle mais eficaz da frequência cardíaca na atenção primária, garantindo que variações significativas não sejam desconsideradas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *