Estudo revela que árvores reagem a eclipses com 14 horas de antecedência e explica fenômeno de forma simples
Estudo revela que árvores não preveem eclipses solares como sugerido anteriormente.
Pesquisadores italianos realizaram um estudo intrigante sobre a atividade elétrica das árvores durante eclipses solares, mas novas análises questionam suas conclusões. A pesquisa original, realizada em uma floresta de coníferas nos Dolomitas, indicava que as árvores da espécie Picea abies poderiam prever eclipses por meio de alterações em sua atividade elétrica interna.
Os cientistas observaram que, quatorze horas antes de um eclipse parcial em 2022, as árvores mais velhas apresentaram um aumento significativo na atividade elétrica. No entanto, essa teoria gerou controvérsias, uma vez que existem métodos mais precisos e simples para prever eclipses, como cálculos astronômicos que podem prever eventos com mil anos de antecedência.
Uma análise crítica publicada em 2026 argumenta que a explicação para as mudanças observadas nas árvores pode ser muito mais simples. Na época do estudo, uma tempestade intensa atingiu a região, provocando chuvas e relâmpagos, o que poderia ter causado uma alteração na temperatura e na atividade elétrica da atmosfera, influenciando o comportamento das árvores.
As árvores funcionam como antenas eletromagnéticas, capturando a atividade elétrica do ambiente. Assim, árvores mais velhas, por serem maiores, podem ter uma capacidade maior de detectar essas mudanças. Contudo, o estudo original analisou apenas um número limitado de árvores, o que limita a generalização dos resultados para toda a floresta.
Os autores do estudo italiano sugeriram que as árvores mais velhas poderiam “lembrar” de eclipses passados, mas críticos afirmam que essa hipótese é improvável, dado que um eclipse não ocorre com frequência suficiente em um mesmo local para que tal memória se desenvolva.
A resposta da comunidade científica à pesquisa inicial foi mista. Enquanto o estudo italiano ganhou atenção, as críticas subsequentes passaram despercebidas por grande parte da mídia. Especialistas, como astrofísicos e professores de física, argumentaram que as variações na atividade elétrica das árvores não poderiam ser atribuídas a um eclipse parcial de pequena magnitude, mas sim a outros fenômenos ambientais mais comuns.
Em síntese, as evidências atuais indicam que as árvores não têm a capacidade de prever eclipses solares, desafiando a teoria proposta pelos pesquisadores italianos.
