Estudo revela que aumento da renda familiar diminui risco de inadimplência
Estudo revela que considerar a renda domiciliar reduz inadimplência em até 31%
Um levantamento recente aponta que a análise de crédito que leva em conta a renda do domicílio pode reduzir a inadimplência entre consumidores brasileiros em até 31%.
De acordo com a pesquisa, os idosos com 60 anos ou mais apresentam uma taxa de inadimplência de 9,4% em domicílios de baixa renda. Este índice diminui para 6,5% em residências com rendimento superior a cinco salários mínimos, resultando em uma redução significativa.
Entre os jovens de até 25 anos, a inadimplência também apresenta queda, passando de 15,9% para 12,1% quando se considera a renda domiciliar, o que representa uma redução de cerca de 24%.
A análise considera como inadimplentes os consumidores que estão com atrasos superiores a 60 dias após a concessão de crédito. O estudo utiliza dados como a renda total do domicílio, geolocalização e comportamento digital, complementando os modelos tradicionais de avaliação financeira.
No panorama geral, a taxa de inadimplência cai de 11,4% em lares de menor renda para 8,1% em residências mais abastadas, o que representa uma diminuição de aproximadamente 29%.
Para consumidores que têm uma renda individual de até dois salários mínimos, a taxa de inadimplência é de 13%. No entanto, esse número reduz para 10,8% quando esses indivíduos residem em domicílios de maior renda, mostrando uma queda de cerca de 17%.
O vice-presidente de Crédito e Software Solutions da empresa responsável pelo estudo destacou que a utilização de informações adicionais pode aprimorar a precisão da análise de risco.
Ele enfatizou que, embora a renda individual continue sendo um indicador crucial, a consideração do contexto domiciliar enriquece a avaliação, permitindo decisões mais precisas em relação à realidade financeira dos consumidores.
As diferenças regionais também são notáveis. No Sudeste, a inadimplência diminui de 12,3% para 9,9% em domicílios de maior renda, o que representa uma redução de cerca de 20%. No Nordeste, o índice cai de 14,2% para 11,5%, enquanto no Norte a taxa passa de 14,7% para 11,9% nas faixas de renda intermediárias.
A pesquisa faz parte da solução “Renda 360”, que utiliza dados da rede de relacionamentos dos consumidores para estimar sua capacidade financeira. Essa metodologia também é aplicada no modelo de avaliação de risco de crédito conhecido como “Score 360”.
