EUA consideram novas sanções contra Alexandre de Moraes, segundo reportagem
Possíveis novas sanções dos EUA contra Alexandre de Moraes geram tensão nas relações diplomáticas.
O governo dos Estados Unidos está considerando a imposição de novas sanções contra Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Esta situação ocorre em um contexto de crescente tensão nas relações entre Washington e Brasília.
A discussão sobre as sanções ainda está em fase de análise e não há uma decisão final. A possibilidade de retomar as punições ganhou força após recentes decisões de Moraes relacionadas a uma investigação no Maranhão.
O caso em questão envolve o jornalista Luís Pablo e as fontes de suas reportagens sobre Flávio Dino, também membro do STF. Moraes autorizou operações de busca contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão, e Diogo Diniz Lima, ex-secretário da Prefeitura de São Luís.
As reportagens de Luís Pablo investigaram, entre outros temas, o uso de veículos do Tribunal de Justiça do Maranhão por Flávio Dino e sua família. A apuração busca esclarecer se informações sobre os deslocamentos do ministro foram obtidas de forma ilegal, colocando em risco a segurança dele e de seus familiares.
O episódio chamou a atenção nos Estados Unidos, especialmente por tocar em questões de liberdade de imprensa e proteção do sigilo das fontes jornalísticas. Fontes indicam que este caso se soma a um histórico de ações de Moraes que suscitaram críticas por parte do governo americano.
A decisão de Moraes também gerou reações negativas de entidades jornalísticas no Brasil. O ministro, por sua vez, defendeu que a investigação visa esclarecer a possível obtenção ilegal de dados e não pretende cercear a atividade jornalística. O debate gerado reflete divergências sobre os limites da proteção constitucional ao sigilo da fonte diante de suspeitas de crimes.
Até o momento, o STF não se pronunciou sobre a possibilidade de novas sanções por parte de Washington.
Alexandre de Moraes já enfrentou sanções anteriormente, tendo sido incluído na lista da Lei Global Magnitsky em julho de 2025. Naquela ocasião, o governo americano o acusou de violações de direitos humanos e restrições à liberdade de expressão.
Em setembro do mesmo ano, as sanções foram ampliadas, atingindo também sua esposa e uma empresa vinculada à família. As medidas da Lei Magnitsky podem resultar no bloqueio de bens e interesses nos Estados Unidos, além de restringir transações financeiras e comerciais.
As sanções impostas a Moraes foram retiradas em dezembro de 2025, após um período de atritos diplomáticos entre os dois países.
Atualmente, a discussão sobre novas sanções ainda não se concretizou, e não houve qualquer anúncio oficial do Departamento do Tesouro ou da Casa Branca. A possível reimposição de sanções poderia agravar as tensões entre Brasil e Estados Unidos, que já enfrentam divergências em várias áreas.
