EUA e China estabelecem consenso sobre a proibição de armas nucleares no Irã
Estados Unidos e China reafirmam compromisso contra armas nucleares no Irã e pela liberdade de navegação no estreito de Ormuz.
Após um encontro entre os líderes dos Estados Unidos e da China, foi emitida uma declaração conjunta sobre a questão nuclear do Irã e a importância do estreito de Ormuz para o comércio global.
Os presidentes concordaram que o Irã “nunca poderá ter uma arma nuclear” e enfatizaram que o estreito de Ormuz “deve permanecer aberto para apoiar o livre fluxo de energia”. Essa declaração foi feita durante a reunião que ocorreu em Pequim, onde os líderes discutiram diversos assuntos de interesse mútuo.
O estreito de Ormuz é uma via crucial, responsável por aproximadamente 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo. Recentemente, o Irã bloqueou essa passagem, o que gerou preocupações sobre o impacto no mercado global de energia. A visita de Trump à China tinha como um de seus objetivos buscar apoio para a reabertura do canal.
Os Estados Unidos já realizaram operações militares para garantir a segurança de navios no estreito, mas essas ações foram suspensas após um dia, em virtude de um progresso nas negociações com o Irã.
Na reunião, Xi Jinping expressou a oposição da China à militarização do estreito e a qualquer tentativa de imposição de tarifas sobre seu uso. Ele também manifestou interesse em aumentar as compras de petróleo dos Estados Unidos, visando reduzir a dependência da China em relação ao estreito no futuro.
O encontro entre Trump e Xi durou cerca de duas horas e meia, abordando temas geopolíticos e perspectivas comerciais. Entre os assuntos discutidos, destacaram-se Taiwan, a guerra no Oriente Médio, a península coreana e o conflito na Ucrânia.
O tema de Taiwan foi considerado o mais crítico nas relações entre os dois países, com Xi alertando que a forma como os EUA lidam com as ambições separatistas da ilha pode levar a um conflito. A Casa Branca avaliou a reunião como positiva, ressaltando a importância da cooperação econômica entre as nações.
Os presidentes também discutiram a necessidade de continuar os esforços para interromper o fluxo de precursores de fentanil para os Estados Unidos, além de aumentar as compras chinesas de produtos agrícolas norte-americanos.
