EUA solicitam R$ 1,05 trilhão da Meta em julgamento nos estados
Coalizão de estados dos EUA processa Meta por dependência infantil nas redes sociais.
Uma coalizão de estados dos Estados Unidos está se preparando para solicitar US$ 193 bilhões (aproximadamente R$ 1,05 trilhão) em um julgamento contra a Meta, que terá início na próxima terça-feira (18). A empresa é acusada de desenvolver o Facebook e o Instagram de forma a tornar crianças dependentes dessas plataformas.
O julgamento ocorrerá em Oakland, na Califórnia, e está previsto para durar seis semanas. A Meta, que conta com mais de três bilhões de usuários em seus aplicativos, terá a oportunidade de se defender das acusações feitas pelos estados.
Se a Meta perder a ação, as autoridades também solicitarão que um juiz determine alterações no funcionamento de seus dois principais aplicativos, além da imposição de multas significativas.
O valor reivindicado pelos estados é consideravelmente inferior aos US$ 1,4 trilhão (cerca de R$ 7,6 trilhões) que foram mencionados anteriormente no processo. Durante uma audiência na quinta-feira (13), um advogado dos estados esclareceu que essa quantia não será solicitada.
O advogado destacou que a Meta teria calculado esse montante para criar um impacto maior. Ele confirmou que a indenização a ser reivindicada pelos estados será de US$ 193 bilhões.
O processo teve início em 2023, quando um grupo de estados americanos acionou a Meta, alegando que a empresa criou funcionalidades potencialmente viciantes para crianças em seus aplicativos, violando leis estaduais.
Os promotores, representando estados como Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey, buscam demonstrar que a Meta infringiu leis federais e estaduais relacionadas à segurança e privacidade de menores.
As autoridades sustentam que a empresa desenvolveu seus aplicativos com o objetivo deliberado de criar dependência nas crianças. Se as acusações forem aceitas, além da indenização, os estados desejam que a Meta seja obrigada a modificar o funcionamento do Facebook e do Instagram.
A Meta refuta as acusações, afirmando que “nega categoricamente essas alegações” e que as evidências demonstrarão seu compromisso contínuo em apoiar os jovens.
O julgamento, que começa na próxima semana, representa mais uma batalha legal envolvendo as práticas das grandes plataformas de redes sociais e a proteção de crianças e adolescentes.