Ex-agente israelense é acusado de auxiliar Flávio Bolsonaro na fuga para os Estados Unidos, segundo emissora de TV

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Investigação revela participação de ex-agente israelense na fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA.

As investigações sobre a fuga do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos após a derrota nas eleições presidenciais revelam detalhes intrigantes. Um ex-agente do serviço de inteligência de Israel, identificado como Menachem Booky Halevy, estaria envolvido na operação que possibilitou a saída do parlamentar do Brasil.

De acordo com as informações apuradas, Halevy era um dos passageiros de uma van que cruzou a fronteira entre o Brasil e a Argentina minutos antes do veículo que transportava Flávio e sua família. Este ex-agente do Mossad já havia estado no Brasil outras três vezes ao longo do ano.

O advogado Roberto Jorge Alexandre, que defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro, também estava presente na van. O motorista do veículo, Neri Luiz Dala Corte, afirmou ter sido contratado para levar os dois homens até o aeroporto de Puerto Iguazú. Ambas as vans pertencem à empresa Iguaçu Dallas Travel Turismo.

Halevy entrou no Brasil no dia 19 de outubro e, na quinta-feira anterior à fuga, foi detido pela Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos, onde prestou esclarecimentos antes de comprar uma nova passagem para os Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro cruzou a fronteira com a Argentina e, a partir de lá, embarcou em um jato particular com destino a Miami. Sua fuga ocorreu após ser alvo de inquéritos por lavagem de dinheiro e ter seus passaportes cancelados por ordem do Supremo Tribunal Federal.

Fontes internacionais mencionam que o avião que transportou Flávio foi contratado por Jason Miller, assessor do ex-presidente dos EUA, Donald Trump. O senador, que não reconheceu sua derrota nas urnas para o presidente Lula, criticou publicamente a prorrogação do horário de votação, uma solicitação que sua campanha também havia feito ao Tribunal Superior Eleitoral.

Após ser intimado pela Polícia Federal, Flávio declarou que nunca planejou deixar o Brasil, prometendo entregar seus passaportes e solicitar a cassação da chapa vencedora. Contudo, já em Miami, ele divulgou uma carta em que afirmava que lideraria a oposição a partir do exterior.

Além disso, em uma entrevista, André Janones anunciou que não aceitará um ministério no governo de Lula e que continuará a atuar como deputado. Ele também comentou sobre o canal “Exército do Lula”, que alcançou mais de dez milhões de seguidores durante a campanha, e sua relação com o governador eleito de Minas Gerais.

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