Ex-agente secreto revela detalhes da fuga de Flávio Bolsonaro com apoio de vans

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Investigação sobre saída de Flávio Bolsonaro do Brasil revela detalhes intrigantes.

A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, após sua derrota nas eleições presidenciais, levantou uma série de questões sobre a logística de sua viagem. A investigação em andamento destaca o uso de aviões particulares, vans e a possível participação de um ex-integrante do serviço de inteligência de Israel.

Os registros migratórios mostram que o nome do senador aparece três vezes em entradas na Argentina, em um intervalo de apenas 34 minutos. Os documentos indicam o uso de um passaporte italiano, uma carteira de motorista e um passaporte brasileiro, com apenas o primeiro registro sendo considerado válido.

A Polícia Federal está apurando as circunstâncias da saída de Flávio, especialmente após a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que ordenou a entrega de seus passaportes e proibiu sua saída do país.

Conforme a investigação, Flávio teria partido de Brasília em um avião particular às 5h05 de uma terça-feira, pousando em San Fernando, na Argentina, às 8h40. A partir daí, ele teria embarcado em outro voo privado com destino a Puerto Iguazú, uma cidade próxima à fronteira brasileira.

Enquanto isso, sua esposa, Fernanda Bolsonaro, e suas duas filhas seguiram um trajeto diferente, viajando de avião até Cascavel, no Paraná, e depois atravessando a fronteira em uma van por Foz do Iguaçu.

Os registros de imigração na Argentina indicam que Flávio entrou no país em três ocasiões distintas, mas a principal hipótese é que ele tenha chegado a Puerto Iguazú de avião e aguardado a família na aeronave.

Outro aspecto relevante da investigação é a menção a Menachem Booky Halevy, um israelense identificado como ex-agente do serviço de inteligência de Israel. Halevy estava em uma van que atravessou a fronteira sete minutos antes do veículo da família Bolsonaro e é investigado por sua possível participação na organização da saída do senador.

A CNN Brasil já havia reportado sobre a presença de um ex-agente da inteligência israelense no Brasil antes do segundo turno das eleições, indicando que a operação poderia ter envolvido apoio logístico internacional.

Após a chegada à Argentina, Flávio e sua família seguiram para os Estados Unidos em um avião particular, que fez uma escala em Guayaquil, no Equador, antes de desembarcar na Flórida.

Relatos da imprensa argentina sugerem que a operação de saída do senador incluiu o uso de veículos e aeronaves para dificultar a identificação do trajeto. A contratação de diferentes jatos particulares e a participação de agentes dos Estados Unidos em território argentino foram mencionadas, mas ainda não foram confirmadas oficialmente.

A Polícia Federal confirmou a investigação sobre as circunstâncias da saída de Flávio Bolsonaro, ressaltando que não foram encontrados registros oficiais de sua passagem pelos postos de controle migratório brasileiros. Os passaportes do senador foram cancelados após a decisão judicial, mas a PF também esclareceu que restrições a documentos de viagem não caracterizam a condição de foragido.

A defesa de Flávio Bolsonaro, representada pelo advogado Frederick Wassef, contestou a caracterização da viagem como uma fuga, enfatizando que a saída ocorreu após o segundo turno das eleições, quando Flávio foi derrotado.

Em resposta à cobertura da TV Globo, Flávio publicou uma nota nas redes sociais, acusando a emissora de desistir de uma entrevista após exigir a exibição integral da conversa. Ele também criticou a forma como sua saída do Brasil foi apresentada.

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