Ex-secretário se desliga do grupo de Zema e planeja candidatura própria ao governo de Minas
Marcelo Aro articula candidatura ao governo de Minas Gerais, rompendo com Romeu Zema.
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, anunciou que o ex-secretário da Casa Civil, Marcelo Aro, está articulando sua candidatura ao governo do estado. Essa movimentação representa um rompimento significativo de Aro com o grupo político do atual governador Romeu Zema, que busca a reeleição.
Inicialmente, Aro havia sido considerado para uma candidatura ao Senado na chapa de Simões. No entanto, sua insatisfação com a possibilidade de Carlos Viana, presidente da CPI do INSS, ocupar a segunda vaga na chapa gerou divergências que culminaram no rompimento. Aro já vinha trabalhando sua candidatura nos bastidores, que ganhou força após a decisão do Republicanos de não apoiar o senador Cleitinho Azevedo, líder nas pesquisas.
Mateus Simões revelou que Aro havia comunicado sua intenção de se candidatar, destacando que a insatisfação do ex-secretário com a presença de Carlos Viana na chapa era um fator determinante. O governador expressou sua decepção, uma vez que Aro foi seu aluno e havia sido integrado ao governo após sua derrota nas eleições para o Senado em 2022.
Aro, no entanto, afirmou que sua candidatura ainda não é definitiva, dependendo da situação de Cleitinho, que pretende conversar com o presidente do Republicanos para tentar mudar a decisão da sigla. Essa incerteza indica que a estratégia de Aro pode ser mais sobre garantir espaço político do que uma candidatura firme neste momento.
Se Aro conseguir apoio do PL, ele se tornaria uma figura importante para o senador Flávio Bolsonaro na corrida eleitoral, com a possibilidade de ceder uma das vagas ao Senado ao deputado federal Domingos Sávio. Contudo, o PL ainda está dividido entre apoiar Aro ou lançar um candidato próprio, como Flávio Roscoe ou Vittorio Medioli.
O Republicanos, por sua vez, pode indicar um candidato ao Senado, possivelmente o irmão de Cleitinho, Gleidson Azevedo. Essa dinâmica política complexa reflete as tensões e alianças que moldarão a próxima eleição em Minas Gerais.
Marcelo Aro foi uma figura proeminente no governo de Zema, tendo chefiado a Casa Civil e a Secretaria de Governo, onde cultivou relações com prefeitos em todo o estado. Ele deixou o governo em abril, seguindo o prazo de desincompatibilização para candidatos, mas manteve aliados em cargos importantes da administração. A expectativa é que esses aliados solicitem exoneração, marcando um afastamento definitivo do governo.
Aro iniciou sua carreira política como vereador em Belo Horizonte e foi eleito deputado federal duas vezes. Após uma tentativa frustrada de se eleger senador, aceitou o convite para integrar o governo de Zema. Ele possui forte influência na política local, apoiado por um grupo de vereadores conhecido como “Família Aro”.
