Executor de empresário mineiro atraído para emboscada no Rio Grande do Sul é sentenciado a 24 anos de prisão
Empresário mineiro é assassinado após ser atraído para emboscada no Rio Grande do Sul.
Júri popular em Santo Antônio da Patrulha condenou um homem a mais de 24 anos de prisão em regime fechado pela morte de um empresário de Minas Gerais. O crime ocorreu em junho de 2023, quando a vítima foi atraída ao estado por um parceiro de negócios no setor de veículos usados.
A condenação incluiu homicídio qualificado, ocultação de cadáver e posse ilegal de arma. O réu já estava preso e não poderá recorrer em liberdade. Outro acusado foi absolvido do homicídio, mas receberá uma pena de um ano em regime aberto por sua participação na ocultação do corpo.
O tribunal, presidido pelo juiz Rafael Gomes Cipriani Silva, ouviu quatro testemunhas e os acusados. A acusação foi representada por promotores e advogados, enquanto a defesa foi realizada por um grupo de advogados especializados.
O caso envolveu Samuel Eberth de Melo, um empresário de 41 anos, que estava em busca de recuperar uma dívida de R$ 5 milhões relacionada a veículos que não foram pagos. Ele desapareceu após fazer um último contato com a família e foi encontrado mais de uma semana depois em uma área de mata.
A localização do corpo foi facilitada pelo monitoramento do celular da vítima e pela ajuda de um cão farejador, que encontrou os óculos de Samuel nas imediações. O corpo foi encontrado parcialmente coberto, o que indicou que os criminosos não conseguiram enterrá-lo completamente devido à dureza do solo.
A causa da morte foi constatada como múltiplos disparos em várias partes do corpo. O empresário deixou uma noiva e três filhos, e as buscas que duraram sete dias contaram com a participação da Brigada Militar, Corpo de Bombeiros e Instituto-Geral de Perícias, destacando a colaboração entre as forças de segurança na investigação.
Durante a investigação, foram encontrados vestígios de sangue, mensagens suspeitas e munições compatíveis com a arma utilizada no crime. As evidências indicaram uma premeditação, com os acusados organizando as tarefas para a ocultação do corpo.
O parceiro comercial da vítima foi o primeiro a ser interrogado. Contradições em seu depoimento levaram à sua prisão temporária e, posteriormente, preventiva, especialmente após a descoberta de compras de materiais que podem ter sido usados na ocultação do corpo.
