Exército de Lula se aproxima de 7 milhões e Janones detalha ações

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Canal “Exército do Lula” se aproxima de 7 milhões de seguidores em mobilização digital.

O canal “Exército do Lula”, liderado pelo deputado federal André Janones, está prestes a atingir a marca de 7 milhões de seguidores no WhatsApp. A plataforma já registrava 6.917.700 inscritos, tornando-se uma das principais ferramentas de mobilização digital em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O crescimento do canal foi notável. Antes do primeiro turno das eleições, o espaço contava com cerca de 50 mil seguidores. Em apenas duas semanas, esse número disparou para quase 7 milhões, demonstrando a eficácia da estratégia de mobilização digital implementada por Janones.

Criado em abril, o canal ganhou nova relevância após o primeiro turno das eleições, quando Janones começou a organizar ações coordenadas para aumentar a presença de apoiadores do presidente nas redes sociais.

A estratégia do deputado envolve a distribuição de “missões” aos seguidores, que incluem compartilhar vídeos, comentar publicações, impulsionar hashtags no X (antigo Twitter) e realizar pesquisas no Google sobre temas relevantes.

Além disso, Janones incentiva os participantes a convidarem novos integrantes para o canal, ampliando a rede de distribuição de conteúdos e fortalecendo a mobilização em torno da candidatura de Lula.

Integrantes da campanha relataram que a atuação de Janones foi crucial para reorganizar a mobilização digital em favor de Lula, especialmente no WhatsApp, onde as mensagens se disseminam rapidamente entre diferentes grupos.

Recentemente, a expressão “Bolsonaro mandou matar Lula?” se destacou nas redes, sendo um dos assuntos mais comentados no Google. Essa busca reavivou investigações sobre um suposto plano de assassinato envolvendo Lula e outras figuras políticas, sem comprovação de que Jair Bolsonaro tenha dado ordens diretas para tal ato.

A expansão do “Exército do Lula” começou em 5 de outubro, com Janones intensificando sua atuação na campanha. No dia seguinte, o canal já contava com cerca de 920 mil seguidores, e em 7 de outubro, ultrapassou a marca de 2 milhões. Após uma disputa judicial, o canal voltou a funcionar em 14 de outubro, alcançando 4,3 milhões de inscritos.

Com 6,9 milhões de seguidores atualmente, o canal cresceu quase 140 vezes em relação ao número de seguidores que tinha antes do primeiro turno.

Janones defende uma comunicação mais direta com os eleitores, utilizando vídeos curtos e mensagens de áudio para engajar o público nas redes sociais.

O crescimento do canal também gerou controvérsias na Justiça Eleitoral. A campanha de Flávio Bolsonaro acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando que o canal divulgava conteúdos desinformativos e ofensivos. Em 11 de outubro, o TSE determinou a suspensão do canal, mas Janones reagiu, afirmando que estava enfrentando censura.

A suspensão gerou decisões judiciais divergentes e, após o registro formal do canal no TSE pela campanha de Lula, o espaço foi retomado em 14 de outubro.

Um levantamento recente indicou uma melhora no desempenho digital de Lula durante o segundo turno, coincidente com o crescimento do “Exército do Lula”. O estudo mostrou que Lula conquistou mais seguidores e aumentou o engajamento de suas publicações, mesmo com menos postagens.

Após uma internação por arritmia cardíaca, Janones recebeu alta e imediatamente se reuniu com apoiadores do canal. Ele expressou gratidão à equipe médica e afirmou estar mais forte para continuar suas atividades.

Janones é o principal responsável pelas mensagens e orientações no canal, que teve um breve hiato durante sua internação, mas rapidamente retomou suas atividades.

As buscas sobre o suposto envolvimento de Jair Bolsonaro em um plano para assassinar Lula aumentaram consideravelmente após a mobilização de Janones, trazendo à tona investigações sobre a trama golpista de 2022.

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