Expansão de marcas chinesas altera dinâmica de preços no Brasil com chegada de 7 novas montadoras até 2028

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Brasil e China estreitam laços no mercado automotivo, impactando os preços de veículos

Os laços entre Brasil e China estão se fortalecendo no setor automotivo, refletindo-se nos preços dos carros comercializados no país. A Chery International anunciou a chegada da iCAUR e a operação de outras três marcas do grupo até 2028, enquanto Dongfeng e IM, a divisão de luxo da MG, também se preparam para entrar no mercado brasileiro. Essa expansão acirra a competição entre montadoras chinesas e tradicionais, podendo provocar uma mudança significativa na estratégia de preços do setor.

Recentemente, o preço médio sugerido de um carro novo no Brasil foi de R$166,9 mil em 2026, apresentando uma queda real de 1,5% em relação ao ano anterior, mesmo com a inflação. Esse cenário indica uma pressão crescente sobre os preços, impulsionada pela entrada de novas marcas no mercado.

A Chery International, divisão global da Chery Automobile, tem como objetivo expandir suas operações fora da China. Com presença em mais de 130 países, a empresa visa alcançar a meta de 500 mil veículos vendidos anualmente até 2031. No Brasil, a operação independente da parceria entre Chery e CAOA tem contribuído para o fortalecimento da marca.

Dentro da estratégia multimarcas, a Chery International está se expandindo no Brasil. Além da Omoda & Jaecco, a empresa confirmou a chegada da iCAUR e anunciou que a Lepas iniciará suas vendas em 2027. Para 2028, as marcas Luxeed e Freelander também farão parte do portfólio, focando em modelos de luxo e maior valor agregado.

A estratégia de diversificação da Chery International busca atender a diferentes segmentos do mercado, oferecendo desde SUVs elétricos a modelos mais sofisticados. As marcas têm propostas distintas, como a iCAUR, que traz SUVs com design inspirado em modelos da Land Rover, e a Lepas, que segue uma linha mais convencional. Por sua vez, Luxeed e Freelander serão posicionadas como marcas de maior valor agregado.

A Chery International também tem planos ambiciosos para o futuro, com a meta de abrir mais de 150 lojas e vender mais de 10 mil carros por mês até 2026. A longo prazo, o objetivo é ultrapassar 1 mil lojas e alcançar 500 mil veículos vendidos anualmente até 2031. A possibilidade de instalar uma fábrica no Brasil está sendo considerada, com a análise dos incentivos oferecidos pelos estados.

A chegada de novas marcas não se limita à Chery International. A Dongfeng, por exemplo, já confirmou sua entrada no Brasil com 57 lojas aprovadas e 31 grupos concessionários, visando estabelecer presença em 21 estados e no Distrito Federal. A divisão de luxo da MG, IM, também planeja expandir suas operações no país, com a possibilidade de construir uma fábrica local.

Esse aumento na concorrência ocorre em um momento em que as fabricantes chinesas já conquistaram uma fatia significativa do mercado brasileiro. A estratégia de oferecer preços competitivos, aliada a uma produção em larga escala e uma crescente oferta de veículos elétricos e híbridos, está desafiando as montadoras tradicionais.

A indústria automotiva chinesa, que produz cerca de 34 milhões de veículos anualmente, proporciona uma vantagem competitiva significativa. Essa capacidade de produção em massa permite que as empresas chinesas ofereçam preços mais acessíveis no mercado brasileiro, reduzindo custos de produção e aumentando a competitividade.

O Brasil se destaca como um dos principais destinos da expansão chinesa, tendo se tornado o maior importador de carros chineses no primeiro semestre de 2026, com um total de US$5,2 bilhões em compras. Desse montante, US$4,5 bilhões foram destinados a veículos elétricos e híbridos, refletindo uma tendência crescente de antecipação de estoques antes do aumento das alíquotas do imposto de importação.

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