Explosões de Petroleiros Abalam o Estreito de Ormuz
Dois navios explodem no Estreito de Ormuz após tentarem rota insegura, segundo a Guarda Revolucionária do Irã.
A Guarda Revolucionária do Irã confirmou neste domingo (19) que dois navios se envolveram em um “acidente” e explodiram ao tentarem atravessar o Estreito de Ormuz por uma “rota insegura”.
Além dos dois navios que explodiram, outras duas embarcações teriam abandonado a rota. A Guarda Revolucionária alega que as quatro embarcações ignoraram os avisos emitidos pelas autoridades iranianas e estavam operando com apoio dos Estados Unidos.
“Embarcações que se deixarem influenciar pelas palavras dos americanos e entrarem em rotas inseguras certamente sofrerão acidentes”, alertou a Guarda Revolucionária em comunicado.
O estreito, que é uma importante via de passagem para o transporte de petróleo e gás, foi considerado inseguro pela Guarda Revolucionária, especialmente com a presença de forças americanas na região. Recentemente, a agência britânica de controle marítimo (UKTMO) registrou um navio em dificuldades no Estreito de Ormuz, onde cerca de 20% do petróleo mundial é transportado.
A explosão dos navios ocorre em um contexto de crescente tensão militar, exacerbada pela morte de três militares americanos. O ex-presidente Donald Trump confirmou que os ataques realizados foram uma retaliação a esse incidente.
“Nós os atingimos com muita força novamente esta noite, e fizemos isso em homenagem a provavelmente três, provavelmente três grandes patriotas”, declarou Trump a jornalistas ao retornar a Washington após a final da Copa do Mundo.
Até o momento, não há informações sobre possíveis vítimas entre a tripulação dos navios envolvidos na explosão.
Escalada militar
A relação entre Teerã e Washington tem se deteriorado desde o colapso do acordo de cessar-fogo assinado em junho. O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, denunciou nas redes sociais que os Estados Unidos não cumpriram os compromissos assumidos no acordo de paz durante o conflito no Oriente Médio, afirmando que a assinatura de um presidente americano “não tem valor nem credibilidade”.
“A repetida violação dos compromissos do Grande Satã em relação ao acordo revelou a verdade: a assinatura do presidente dos Estados Unidos tem tão pouco valor e credibilidade quanto as palavras e a conduta enganosas, traiçoeiras e brutais do regime americano”, diz a publicação.
Teerã também anunciou a suspensão dos compromissos estabelecidos pelo cessar-fogo de junho, intensificando ainda mais as tensões na região.
