Exportação de carne bovina registra queda de 6,6% em volume, mas receita cresce 21,4%, aponta Abrafrigo

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Exportações de carne bovina brasileira apresentam queda em volume, mas crescem em receita no primeiro trimestre.

As exportações de carne bovina do Brasil mostraram uma redução em volume no mês de março, mas registraram um crescimento significativo em termos de receita, refletindo a valorização dos preços no mercado internacional.

No mês, a receita cambial alcançou US$ 1,476 bilhão, representando um aumento de 21,42% em comparação com março de 2025. Contudo, o volume embarcado caiu 6,65%, totalizando 270,53 mil toneladas, conforme dados coletados pela Associação Brasileira de Frigoríficos.

Focando na carne bovina in natura, que corresponde a cerca de 90% das vendas externas do setor, os embarques cresceram 8,95% em março, totalizando 233,79 mil toneladas, com receitas de US$ 1,36 bilhão, um aumento de 29,14% em relação ao ano anterior. Apesar do crescimento, esse desempenho sinaliza uma desaceleração em relação aos meses anteriores, em que o volume havia crescido 28,7% em janeiro e 24% em fevereiro, em meio a um cenário de comparação com recordes anteriores de 2025.

Acumulado do primeiro trimestre

No primeiro trimestre do ano, as exportações totais de carne bovina, incluindo industrializados e subprodutos, somaram US$ 4,32 bilhões, marcando um crescimento de 32,29% em relação ao mesmo período de 2025. O volume total embarcado alcançou 827,64 mil toneladas, apresentando um aumento de 10,98%.

Apenas a carne in natura gerou receitas de US$ 3,98 bilhões no trimestre, com um avanço de 37,45%, além de embarques de 700,98 mil toneladas, um aumento de 19,92%. O preço médio de exportação subiu 14,61%, atingindo US$ 5.642 por tonelada.

China segue líder; EUA mantêm segunda posição

A China continuou sendo o principal destino das exportações, com receitas de US$ 1,816 bilhão no trimestre, um crescimento de 41,83%, e um volume de 325,68 mil toneladas, alta de 39,35%. Os preços médios subiram 15%, atingindo US$ 5.578 por tonelada. O país representou 46,4% do volume exportado e 45,6% da receita com carne in natura.

Os Estados Unidos mantiveram a segunda posição, com um aumento substancial nas compras devido ao déficit interno. As exportações de carne in natura para os EUA cresceram 60,96% em valor, totalizando US$ 588,98 milhões, enquanto o volume aumentou 28,51%, chegando a 98,17 mil toneladas. Os preços médios também subiram, com um aumento de 25,25%, aproximando-se de US$ 6 mil por tonelada.

Europa, Chile e Rússia ampliam compras

As vendas de carne in natura para a União Europeia registraram um aumento de 29,48% em receita, totalizando US$ 187,96 milhões, e uma alta de 21,16% em volume, chegando a 21,71 mil toneladas, com preços médios de US$ 8.656 por tonelada, um acréscimo de 6,86%. Considerando todos os produtos, as exportações para o bloco somaram US$ 251,57 milhões, uma alta de 49,84%.

Além disso, outros mercados importantes como o Chile e a Rússia também ampliaram suas compras. O Chile registrou um crescimento de 27,6% em volume e 36,9% em valor no trimestre, enquanto a Rússia teve uma expansão significativa, com alta de 73,4% no volume e 91,1% na receita. O México também apresentou um desempenho positivo, com um aumento de 37,5% no volume e 55,6% no valor.

No total, 106 países aumentaram suas importações de carne bovina brasileira, enquanto 49 reduziram as compras, segundo

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