Exportações de carne bovina alcançam recorde e geram preocupação sobre cota chinesa

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Exportação de carne bovina brasileira registra crescimento expressivo no primeiro trimestre de 2026.

O primeiro trimestre de 2026 trouxe números significativos para a exportação de carne bovina do Brasil. Entre janeiro e março, o país embarcou 701,6 mil toneladas do produto, representando um aumento de 19,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Além do aumento no volume exportado, houve também uma valorização do produto brasileiro no mercado internacional. No mês passado, o preço médio por tonelada alcançou US$ 5.814,80, o que corresponde a uma alta de 3% em relação a fevereiro e de 18,7% em comparação a março de 2025.

Esse crescimento nas exportações impacta diretamente o mercado interno. Durante o mês de março, a demanda externa aquecida ajudou a manter os preços da arroba do boi gordo em patamares firmes.

Analistas do setor, como Beatriz Bianchi, ressaltam que a restrição de oferta e o controle rigoroso no fluxo de envio de carne bovina para a China, o principal mercado do Brasil, têm permitido uma valorização consistente nos preços de exportação.

Por outro lado, o aumento acelerado das exportações para o mercado asiático levanta preocupações sobre a capacidade de atender à cota estabelecida pelo governo chinês, que é de 1,1 milhão de toneladas para 2026.

Em março, as vendas de carne bovina para a China totalizaram cerca de 102 mil toneladas, um volume maior do que o registrado no mesmo mês de 2025, quando as exportações já apresentavam um ritmo elevado.

No entanto, a analista observa que o Brasil está conseguindo diversificar seus destinos de exportação. Apesar do crescimento nas vendas para a China, a participação do país asiático como principal comprador caiu para 46,4%, o menor nível dos últimos seis anos.

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