Fábrica de cimento substitui inspeções humanas por cão robô em áreas de risco

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Robô quadrúpede revoluciona inspeções em fábrica de cimento na Suíça.

A robótica humanoide tem sido um tema em alta, mas a robótica na indústria já é uma realidade há muito tempo. Um exemplo notável é a fábrica de cimento Vigier Ciment, na Suíça, que implementou um robô quadrúpede para monitorar suas instalações de forma inovadora.

Localizada nas colinas do Jura, a Vigier Ciment é uma das maiores produtoras de cimento do país, com mais de mil máquinas operando em condições adversas. A fábrica enfrenta desafios como temperaturas extremas, poeira constante e vazamentos de amônia, o que torna a manutenção uma tarefa complexa e arriscada.

Tradicionalmente, a manutenção era realizada por operadores que percorriam as instalações, mas a exposição contínua a essas condições levou ao que os funcionários chamam de “cegueira operacional”, dificultando a identificação de problemas.

Para resolver essa questão, a empresa suíça ANYbotics iniciou a implantação do robô ANYmal em janeiro de 2025. Este robô, do tamanho de um cachorro grande e pesando mais de 50 quilos, realiza patrulhas noturnas de forma autônoma, acessando áreas que exigiam grande esforço dos operadores.

O ANYmal é capaz de cobrir mais de 450 pontos de inspeção em três fábricas e seis andares, utilizando tecnologias avançadas. Equipado com câmeras visuais, térmicas, sensores de gás e acústicos, o robô identifica rachaduras, vazamentos de óleo, mede temperaturas e monitora níveis de amônia.

As informações coletadas são integradas em uma plataforma de software que analisa os dados e gera relatórios diários para a equipe de manutenção, permitindo uma gestão mais eficiente das operações.

Após 16 meses de operação, o ANYmal já realizou mais de 33 mil inspeções sem falhas técnicas. Entre suas descobertas, destacou-se uma rachadura em um britador que poderia ter causado grandes perdas financeiras se não tivesse sido detectada a tempo. Além disso, o robô identificou um rolamento superaquecido, permitindo um reparo preventivo que evitou custos muito maiores.

Os sensores fixos da fábrica cobriam apenas 200 itens, enquanto o robô expande significativamente essa cobertura, acessando áreas de difícil acesso e garantindo a segurança dos operadores ao mesmo tempo em que mantém a qualidade das inspeções.

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