Fabrício Carpinejar e Caco Barcellos discutem trajetória pessoal e profissional em palestra

Compartilhe essa Informação

Porto Alegre recebe Caco Barcellos em evento que celebra o poder da escuta no Jornalismo.

O Festival Fronteiras em Porto Alegre foi marcado pela presença do renomado jornalista Caco Barcellos, que compartilhou experiências de sua trajetória profissional e pessoal em um evento conduzido pelo poeta Fabrício Carpinejar.

Barcellos, conhecido por suas reportagens investigativas, encantou o público no palco da Catedral Metropolitana, onde a plateia estava completamente lotada. As interações entre ele e Carpinejar geraram risadas e momentos de reflexão, criando uma atmosfera de sintonia e aprendizado.

Durante a conversa, Caco relembrou sua juventude como taxista em Porto Alegre, onde aprendeu a ouvir as histórias de seus passageiros. Ele também compartilhou uma experiência marcante de sua infância, ao descobrir a vida de uma mulher que, apesar de suas limitações físicas, era uma figura central em sua comunidade.

O jornalista destacou a importância do ouvido como a ferramenta mais valiosa no Jornalismo, ressaltando que a curiosidade e a vontade de conhecer novas pessoas são fundamentais para sua prática. Ele compartilhou que, ao acordar, se faz perguntas sobre seu destino e as pessoas que encontrará, valorizando cada interação como uma oportunidade de aprendizado.

Barcellos também abordou sua cobertura no Irã, onde, em meio a uma intensa competição com outros jornalistas, buscou mostrar uma perspectiva diferente da realidade local. Sua abordagem sempre foi ouvir antes de gravar, algo que considera essencial para um bom trabalho jornalístico.

À medida que o evento se aproximava do fim, os sinos da Catedral tocaram, simbolizando o encerramento do encontro. Caco expressou sua apreciação pela arte de ouvir, um valor que permeou toda a sua fala e que Carpinejar respeitou em um momento de silêncio.

Em uma reflexão sobre sua obra “Rota 66”, que investiga a rede do esquadrão da morte em São Paulo, Barcellos respondeu a uma pergunta sobre a amizade com suas fontes e o impacto emocional que isso provoca. Ele admitiu que, embora sinta a dor das histórias que conta, essa dor é superada pela magnitude das tragédias que testemunha.

A tarde foi repleta de aprendizados, reflexões e a reafirmação do poder do ouvir, uma habilidade fundamental para qualquer profissional da comunicação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *