Falhas na colostragem são principais responsáveis pela mortalidade de bezerros e como preveni-las

Compartilhe essa Informação

Mortalidade de bezerros no Brasil está relacionada a falhas na colostragem.

A mortalidade de bezerros nas fazendas de cria no Brasil está frequentemente associada a falhas na colostragem, uma etapa crucial para a sobrevivência e o desenvolvimento do rebanho.

A administração correta do colostro oferece proteção imediata ao recém-nascido. Como bezerros nascem praticamente sem anticorpos, a transferência de imunoglobulinas da mãe para o filhote deve ocorrer em uma janela de tempo extremamente curta. Esta transferência é vital para garantir que os bezerros tenham resistência a infecções e doenças nas primeiras semanas de vida.

O processo de colostragem é considerado o principal passo para aumentar a taxa de sobrevivência dos lotes e reduzir a incidência de doenças. As primeiras seis horas de vida do animal são críticas, pois é quando o intestino do bezerro está apto a absorver as imunoglobulinas de forma eficaz. Se esse intervalo for superado sem a ingestão adequada de colostro, a capacidade de absorção de anticorpos diminui drasticamente, tornando o bezerro vulnerável a infecções graves.

Regras para a colostragem

Para otimizar a rotina nas fazendas, é recomendada a rigorosa aplicação do protocolo 2-4-6. Este protocolo estabelece que a primeira mamada deve ocorrer nas primeiras 2 horas após o nascimento, com a ingestão de um volume equivalente a pelo menos 10% do peso do bezerro, o que corresponde a aproximadamente 4 litros para uma bezerra de porte médio. Todo esse volume deve ser consumido em até 6 horas de vida para garantir a imunização efetiva.

A eficácia do manejo pode ser verificada observando o comportamento e as funções fisiológicas das bezerras nos primeiros dias de vida. Um bezerro saudável apresenta reflexo de sucção ativo e tenta se levantar entre 30 e 60 minutos após o parto. A cor da urina e a ausência de diarreias nos primeiros dias são indicadores de que o animal recebeu o aporte nutricional necessário.

Desafios na maternidade

Erros operacionais comuns entre pecuaristas frequentemente resultam do descumprimento dos parâmetros do protocolo de entrada na maternidade. A falta de monitoramento nos partos noturnos é um dos maiores desafios enfrentados. Fêmeas que dão à luz à noite necessitam de assistência imediata, pois a janela de seis horas para a ingestão do alimento se fecha durante a madrugada, exigindo uma escala de trabalho bem estruturada na fazenda.

Outro aspecto a ser considerado é o volume de colostro que o bezerro ingere ao mamar diretamente da vaca. Se o animal estiver fraco e não consumir a quantidade necessária, o responsável deve intervir rapidamente, fornecendo o volume adequado via mamadeira. A omissão desse cuidado compromete todo o investimento genético e nutricional realizado durante a gestação.

Cuidados pós-parto

Os partos distócicos requerem protocolos de socorro ágeis, pois a dor e o cansaço da mãe podem reduzir a energia do bezerro para buscar o leite. Nesses casos, o uso de sonda esofágica ou mamadeira é indispensável para garantir que o animal receba o alimento necessário. O manejo com sonda deve ser realizado por funcionários treinados para evitar complicações, como a introdução errônea do tubo que pode levar ao sufocamento do recém-nascido.

A equipe do bezerreiro deve também simular os cuidados maternos imediatamente após o nascimento. Secar o corpo do bezerro, mantê-lo aquecido e colocá-lo em uma cama limpa e seca são medidas que ajudam a prevenir a hipotermia, preservando a energia do animal e facilitando a absorção dos nutrientes.

Aferição da qualidade do colostro

A qualidade nutricional e sanitária do colostro fornecido a bezerras deve ser rigorosamente avaliada na maternidade. O uso de um refratômetro óptico para medir o grau Brix é recomendado para avaliar a concentração de imunoglobulinas. O ideal é que

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *