Fazenda afirma que ações para conter aumento dos combustíveis possibilitam redução da Selic

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Ações do governo visam controlar a inflação em meio a impactos da guerra nos preços.

A secretária de Política Econômica, Débora Freire, destacou que as iniciativas do governo para mitigar os efeitos da guerra nos preços dos combustíveis são fundamentais para manter a inflação sob controle. Essas medidas também podem facilitar a continuidade da redução da taxa Selic.

Freire enfatizou que o cenário atual é caracterizado por um choque de oferta, onde as taxas de juros podem não ser o instrumento mais eficaz para lidar com a situação. A alta do petróleo, embora possa estimular a atividade econômica e aumentar a arrecadação, também pressiona as cadeias produtivas, elevando custos de insumos essenciais como fertilizantes.

Apesar do aumento nos preços de alimentos em março, considerado sazonal, a Secretaria de Política Econômica não vê necessidade de novas ações imediatas. A situação dos fertilizantes também está sob controle, segundo a avaliação do governo.

No que diz respeito ao preço do petróleo, a projeção oficial para o barril do tipo Brent em março foi fixada em US$ 73,09, uma elevação em relação à estimativa de fevereiro, que era de US$ 65,97.

CRÉDITO E ENDIVIDAMENTO

A secretaria está analisando estratégias para reduzir o endividamento de famílias e empresas, propondo a substituição de dívidas com juros altos por opções mais acessíveis, com o suporte de fundos garantidores.

Para as famílias, serão implementadas condicionalidades que visam prevenir um novo ciclo de endividamento, incluindo restrições ao uso de crédito para apostas online.

Freire observou que a combinação de juros altos e a expansão do crédito têm reduzido a renda disponível das famílias. A renegociação das dívidas pode liberar recursos na economia, alinhando-se ao atual ciclo de flexibilização monetária.

O objetivo é aliviar a pressão sobre as famílias, sem necessariamente aumentar o endividamento. Para as empresas, especialmente micro e pequenas, a prioridade será o reescalonamento das dívidas, uma vez que muitas têm buscado crédito fora dos programas oficiais, enfrentando custos elevados.

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