Febraban apoia uso do Pix após investigação comercial nos Estados Unidos

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Brasil defende sistema de pagamento Pix após críticas dos EUA sobre práticas comerciais.

Os Estados Unidos alegaram que o Brasil adotou “práticas desleais” em relação a empresas norte-americanas, mencionando especificamente o sistema de pagamento Pix. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) emitiu uma nota em defesa do sistema, respondendo às acusações.

De acordo com um relatório do governo dos EUA, o Brasil estaria implementando medidas que prejudicariam as empresas norte-americanas, com o Pix sendo destacado como uma forma de concorrência estatal aos cartões de crédito privados. Essa afirmação levanta questões sobre a competitividade e a regulação do mercado financeiro brasileiro.

No dia 1º de junho, o governo dos Estados Unidos, sob a administração do presidente Donald Trump, propôs uma tarifa de 25% sobre uma variedade de produtos importados do Brasil, exceto itens como carne bovina, café e equipamentos aeronáuticos. Essa proposta reflete a tensão comercial entre os dois países e a busca por proteger interesses econômicos locais.

O que diz a Febraban

Em sua resposta, a Febraban destacou que o Pix é uma infraestrutura de pagamento, não um produto comercial. A entidade afirmou que o sistema favorece a competição e o funcionamento eficiente do mercado de pagamentos. O modelo é aberto e não discriminatório, permitindo a participação de bancos, fintechs e instituições financeiras, tanto nacionais quanto estrangeiras.

Além disso, a Febraban expressou otimismo quanto ao esclarecimento das questões levantadas pelo governo americano, ressaltando que as contribuições do Banco Central do Brasil e dos bancos, incluindo os americanos, serão fundamentais para elucidar as conclusões do órgão de comércio dos EUA.

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