FecoAgro/RS elege nova diretoria para o triênio 2026-2029

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Adriano Borghetti é o novo presidente da FecoAgro/RS, prometendo fortalecer as cooperativas gaúchas.

Adriano Borghetti assume a presidência da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) para o triênio 2026-2029, após eleição por aclamação em Cruz Alta. Ele sucede Paulo Pires, que liderou a entidade por quatro mandatos e agora ocupará a vice-presidência, revelando um movimento de continuidade e renovação na gestão.

A escolha de Borghetti é vista como um sinal de unidade e confiança entre as cooperativas, especialmente em um contexto desafiador para o setor agropecuário. Com 43 anos, ele vem de uma propriedade familiar na região do Alto Jacuí, com experiência significativa acumulada ao longo dos anos. Associado à Cotrisoja desde 2005, Borghetti já ocupou posições de liderança, como a presidência da cooperativa em 2016, além de funções atuais como vice-presidente e diretor comercial.

Em sua posse, Borghetti enfatizou a importância da federação para o cooperativismo gaúcho: “Assumimos essa responsabilidade com o propósito de representar, de forma ainda mais próxima, as necessidades das cooperativas e dos produtores. O cooperativismo agropecuário gaúcho tem força, tem história e a FecoAgro/RS é um ponto de convergência do nosso segmento.” Ele também reconheceu as contribuições de lideranças anteriores e expressou seu compromisso em fortalecer a representatividade da entidade.

A nova diretoria inclui nomes respeitados do setor, como Alexandre Guerra, Claudimir José Piccin e Tiago Sartori, entre outros, refletindo a diversidade e a pluralidade de vozes que caracterizam a FecoAgro/RS. Essa composição busca um equilíbrio entre renovação e continuidade, essencial para a evolução da entidade ao longo do tempo.

O desafio para a nova gestão é significativo, considerando que o cooperativismo gaúcho é responsável por uma parte considerável da produção de grãos e proteína animal no Estado, movimentando bilhões de reais e gerando extensos postos de trabalho. A administração enfrentará questões relacionadas a instabilidade climática, modernização logística, competitividade internacional e a necessidade de atender às exigências de sustentabilidade.

Em meio a um cenário de maturidade política, a transição tranquila na liderança é um indicativo de estabilidade. Especialistas acreditam que o futuro das cooperativas está atrelado à integração digital, profissionalização da gestão e expansão da presença no mercado internacional. Enquanto a continuidade administrativa proporciona segurança, Borghetti se mostra aberto ao diálogo e à modernização das práticas, sem perder de vista a essência do cooperativismo: a valorização dos associados e a construção coletiva de soluções.

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