Festival Internacional de Cinema de Xangai valoriza produções brasileiras
Festival Internacional de Cinema de Xangai destaca produções brasileiras em sua 28ª edição.
O 28º Festival Internacional de Cinema de Xangai (SIFF), um dos mais importantes eventos do setor na Ásia, está apresentando uma seleção de produções do Brasil. O Ministério da Cultura (Minc) do Brasil, representado por uma comissão liderada pelo secretário-executivo adjunto, Cassius Rosa, e pela secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, esteve presente em uma agenda institucional na quarta-feira, 17, com o objetivo de fortalecer as relações culturais entre os dois países.
Durante a visita, os dirigentes, acompanhados de Paulo Feitosa, idealizador da Mostra de Cinema Brasileiro, exploraram um espaço dedicado à história do festival. A atriz Lucélia Santos, famosa na China pela novela ‘A Escrava Isaura’, recebeu destaque em uma das alas da exposição, evidenciando a influência da cultura brasileira no país asiático.
Segundo Cassius Rosa, a participação dos filmes brasileiros no festival é uma estratégia que vai além da simples divulgação do cinema nacional. “Queremos criar uma plataforma que possibilite o lançamento de nossos filmes e a negociação entre os criadores brasileiros e os produtores chineses, permitindo a entrada do audiovisual brasileiro em um mercado tão relevante,” afirmou.
Joelma Gonzaga também enfatizou a importância do festival para o cinema brasileiro, destacando que nove filmes nacionais estão na seleção, incluindo um que concorre ao prêmio principal. “Além disso, estamos exibindo a versão restaurada de ‘A Hora da Estrela’ em uma das principais salas da China. Uma delegação empresarial também está presente para estabelecer conexões entre os dois países,” acrescentou.
Filmes brasileiros no Festival
Nove produções brasileiras fazem parte da programação do evento: ‘A Fabulosa Máquina do Tempo’, ‘A Hora da Estrela’ (1986), ‘Amadeo e o Hipotético Mundo Novo’, ‘Coração das Trevas’, ‘Feito Pipa’, ‘Herança de Narcisa’, ‘Papaya’, ‘Para Vigo me Voy!’ e ‘O Deserto de Luiza’. A delegação também assistiu à exibição do longa-metragem ‘O Deserto de Luiza’, dirigido por Alan Minas, que narra a história de uma adolescente lidando com o primeiro amor e a doença mental da mãe, enquanto busca seu lugar no mundo.
Após a sessão, Alan Minas compartilhou suas impressões sobre a participação no festival. “Após anos de trabalho no ‘Deserto de Luiza’, eu esperava uma estreia positiva. Quando soube da première mundial no Festival de Xangai, fiquei extremamente feliz. Este evento tem grande relevância na Ásia e no mundo, especialmente por celebrar a relação entre Brasil e China. Exibir um drama tão pessoal em uma cultura tão distinta da nossa superou todas as minhas expectativas,” concluiu o cineasta.
