Fiesp manifesta descontentamento com a manutenção da Selic em 13,75% ao ano
Fiesp critica manutenção da Selic e seus impactos na economia
A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) manifestou sua insatisfação com a decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, classificando essa medida como desmedida. A entidade argumenta que os juros elevados prejudicam a produção, o consumo e os investimentos no país.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, em reunião unânime, manter a Selic nessa taxa, justificando a medida pela aceleração da inflação. Essa decisão interrompeu uma sequência de cortes que havia sido iniciada em março de 2026, quando a taxa foi reduzida em 0,25 ponto percentual em cinco ocasiões consecutivas.
De acordo com a Fiesp, os altos juros tornam o crédito mais caro para empresas e empreendedores, o que dificulta novos investimentos e agrava o endividamento das famílias e das empresas. A entidade destacou que o crédito bancário para o setor produtivo, com taxas em torno de 30% ao ano, inviabiliza a realização de novos projetos.
Além disso, a federação enfatizou o impacto negativo das altas taxas de juros sobre as contas públicas. O pagamento de juros da dívida pública, conforme a nota, ultrapassa R$ 1 trilhão por ano, o que representa um fardo significativo para o governo.
Por fim, a Fiesp pediu mudanças nas políticas monetária e fiscal, com o objetivo de baixar a taxa Selic e recuperar a competitividade da economia brasileira. A entidade enfatizou a urgência de readequar essas políticas, afirmando que a manutenção da Selic em níveis elevados penaliza tanto a produção quanto o consumo.