Flávio Bolsonaro: Acelerando para a Argentina em 40 Minutos

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Documentos revelam detalhes da logística da fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos.

Uma investigação detalhou a operação logística que possibilitou a fuga do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos.

Com base em documentos do sistema de imigração argentino, a operação envolveu três passagens pela Argentina em um curto intervalo de 40 minutos, além da participação de um indivíduo identificado como ex-oficial do serviço de inteligência israelense.

O voo para o exterior teve como ponto de partida a cidade de Puerto Iguazú, na Argentina, que possui um aeroporto internacional com capacidade para jatos executivos de grande porte.

Flávio deixou o Brasil após uma determinação do Supremo Tribunal Federal que exigia a entrega de seus passaportes à Polícia Federal.

Os voos e a travessia terrestre

A rota da fuga foi dividida em duas partes. Flávio Bolsonaro partiu de Brasília em um jato Cessna Citation Excel, ligado ao seu advogado, e pousou em San Fernando, Buenos Aires, antes de seguir para Puerto Iguazú.

Enquanto isso, sua esposa e filhas decolaram em um segundo avião com destino a Cascavel, no Paraná. À noite, elas embarcaram em uma van identificada como pertencente a uma empresa de turismo local.

A empresa mencionada, ao ser investigada, revelou um endereço que se mostrava apenas um estacionamento, levando a questionamentos sobre sua atuação.

A empresa de turismo negou ter transportado Flávio, levantando dúvidas sobre a veracidade das informações.

Registros migratórios e escolta

Documentos indicam que duas vans cruzaram a fronteira para a Argentina naquela noite. A van que transportava a família de Flávio registrou três entradas na mesma van, utilizando diferentes documentos.

Os registros com documentos brasileiros foram cancelados, restando apenas o ingresso com passaporte italiano.

A outra van, que cruzou a fronteira antes, transportava um advogado e um israelense, que já havia realizado várias entradas no Brasil.

Um motorista da van declarou que foi contratado para buscar dois homens, sem saber que eram membros da família Bolsonaro. Ele relatou a presença de escolta policial e veículos oficiais durante a abordagem.

Um jornalista presente no aeroporto confirmou a presença de uma comitiva com escolta policial e veículos com placas brasileiras e argentinas.

Apesar dos registros de entrada, a investigação sugere que Flávio chegou a Puerto Iguazú de avião e aguardou a família na pista.

Questionamentos na Argentina e a contratação do voo executivo

A operação gerou questionamentos na Argentina, levando a Justiça a preservar imagens de câmeras de segurança. Autoridades argentinas foram cobradas por explicações sobre a operação.

O governo argentino se manifestou, mas não forneceu detalhes sobre o caso. A viagem para os Estados Unidos foi realizada em um jato de luxo, com custos elevados pagos por um intermediário.

Informações da imprensa sugerem que assessores de Donald Trump podem ter facilitado a viagem, com relatos de agentes americanos em parte do aeroporto.

A chegada aos EUA

O jato com Flávio e sua família fez uma parada em Guayaquil, no Equador, antes de desembarcar em Miami. O presidente Donald Trump e o Secretário de Estado dos EUA negaram qualquer participação na saída do senador do Brasil.

Flávio Bolsonaro divulgou uma carta contestando o resultado das eleições presidenciais, sem apresentar provas de fraude, e sua assessoria negou que a viagem fosse uma fuga.

Flávio, que permanece como senador até o final de janeiro, enfrenta investigações do Supremo Tribunal Federal sobre possíveis irregularidades financeiras.

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