Flávio Bolsonaro apresenta proposta para reorganizar contas públicas sem impactar os mais pobres

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Flávio Bolsonaro propõe ajuste fiscal sem cortes em benefícios sociais.

O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, enfrenta o desafio de equilibrar as contas públicas sem sacrificar os gastos sociais, especialmente se for eleito.

Recentemente, surgiram rumores sobre possíveis cortes na valorização do salário mínimo, desvinculação dos reajustes das aposentadorias e a extinção dos pisos constitucionais de saúde e educação, como parte de um ajuste fiscal que poderia atingir R$ 200 bilhões.

No entanto, em uma entrevista à TV Globo, o senador garantiu que seu plano não inclui a redução de benefícios sociais ou aposentadorias. Ele enfatizou que não fará economia às custas dos mais necessitados.

Flávio foi enfático ao responder perguntas sobre o ajuste fiscal, negando categoricamente qualquer proposta que prejudique as pessoas que dependem do governo.

A principal questão que se coloca é como ele pretende alcançar esse equilíbrio fiscal.

Segundo o candidato, a solução envolve uma combinação de cortes de despesas, combate à corrupção e geração de novas receitas. Entre as propostas estão a redução de pelo menos 10 ministérios, a diminuição de cargos comissionados e uma gestão mais eficiente das empresas estatais.

Além disso, Flávio propõe o aproveitamento econômico do patrimônio imobiliário da União, que possui mais de 30 mil imóveis, muitos dos quais estão subutilizados. Ele sugere que esses bens poderiam ser transferidos para fundos e securitizados, gerando recursos adicionais para o governo.

Outra estratégia mencionada é a recuperação de créditos devidos à União, que ele estima em cerca de R$ 3 trilhões, além da exploração de petróleo na Margem Equatorial, que poderia aumentar a arrecadação federal.

Em sua defesa do plano fiscal, Flávio criticou o governo atual e afirmou que a maior medida de ajuste fiscal seria a retirada de Luiz Inácio Lula da Silva do poder, associando o elevado patamar de juros ao cenário fiscal do país.

Apesar das dúvidas sobre a viabilidade de suas propostas, o candidato acredita que é possível reorganizar as contas públicas sem prejudicar direitos sociais ou a população mais vulnerável.

Agora, resta saber se o mercado e os agentes econômicos aceitarão essa abordagem. As incertezas levantadas durante a entrevista indicam que a solução ainda não está clara.

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