Flávio Bolsonaro critica Lula e exalta os Estados Unidos em polêmica declaração

Compartilhe essa Informação

Flávio Bolsonaro critica Lula em audiência sobre tarifas dos EUA

Em meio a uma possível nova ofensiva tarifária do governo dos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, manifestou apoio aos EUA e criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que este “lambe as botas da China”.

Na audiência pública realizada no Escritório do Representante Comercial dos EUA, Flávio Bolsonaro expressou suas preocupações sobre as tarifas que podem ser impostas ao Brasil, que ele acredita que serão de 25%. Ele ressaltou a importância de defender os interesses brasileiros diante das possíveis sanções.

“Vim [aos Estados Unidos] proteger o Brasil das tarifas e também do Lula. Todo mundo tá vendo o vexame que tá sendo o Lula na parte internacional, alguém que a todo momento ataca os Estados Unidos, faz questão de dizer que é antiamericano”, declarou Flávio em uma transmissão ao vivo.

O senador ainda mencionou que sua participação na audiência tinha como objetivo não apenas uma defesa técnica, mas também política, diante do que considera uma postura inadequada do governo brasileiro em relação aos EUA.

O prazo para que os Estados Unidos decidam sobre a implementação das tarifas adicionais termina em 15 de julho, o que aumenta a urgência das discussões.

Audiência nos Estados Unidos

Durante a audiência, Flávio Bolsonaro esteve acompanhado de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que reside nos EUA. Eduardo já havia expressado apoio ao governo Trump em ocasiões anteriores, especialmente quando foram anunciadas tarifas sobre produtos brasileiros.

A participação nas audiências públicas do USTR é aberta a todos os interessados que se inscrevem, permitindo que Flávio Bolsonaro tenha espaço para apresentar suas opiniões de forma independente, sem relação direta com a defesa do governo brasileiro.

O que não está nos discursos

O governo dos EUA alega que o Brasil interrompeu, em 2017, o tratamento tarifário equilibrado para o etanol e não oferece reciprocidade às exportações desse combustível provenientes dos EUA desde então.

Na argumentação apresentada ao USTR, Flávio Bolsonaro destacou a “assimetria tarifária” entre os países e sugeriu um acordo que estabeleça tarifa zero para o etanol e açúcar.

Por outro lado, o governo brasileiro defende que a tarifa atual sobre o etanol não viola compromissos bilaterais e que se aplica igualmente a todos os países que não possuem acordos preferenciais, evitando discriminação em relação aos EUA.

Resposta do governo brasileiro

Na última quinta-feira, o governo brasileiro apresentou uma resposta formal à investigação dos EUA sobre a proposta de novas tarifas, buscando esclarecer sua posição e defender os interesses do país nas negociações.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *