Flávio Bolsonaro denuncia ser vítima de guerra psicológica diante de especulações sobre escândalos
Flávio Bolsonaro enfrenta desafios em sua campanha presidencial devido a especulações e acusações.
O candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, declarou que está lidando com uma “guerra psicológica” em sua campanha, em meio a rumores sobre possíveis escândalos que podem prejudicar sua candidatura. Desde maio, ele tem enfrentado dificuldades após a revelação de que solicitou recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro.
Durante uma entrevista ao podcast Market Makers, Flávio descartou a ideia de abandonar a corrida presidencial e afirmou que não abrirá espaço para outros candidatos da direita. Ele enfatizou que está sendo penalizado por especulações sobre o futuro e garantiu que não há irregularidades em suas ações.
A economista Daniella Marques, que foi cogitada como sua vice, reforçou que, em um Estado democrático de Direito, cabe ao acusador apresentar provas e criticou as suposições feitas contra o senador. Essa defesa se alinha à postura de Flávio, que se mostra firme em sua candidatura.
Sobre sua relação com Vorcaro, Flávio esclareceu que o contato foi exclusivamente para buscar investidores privados para o filme. Ele também expressou seu apoio a investigações sobre o banco, acreditando que não haveria irregularidades. Além disso, Flávio acusou membros do governo Lula de terem favorecido o Banco Master em negociações com o Banco Central, embora não tenha apresentado evidências concretas.
O candidato mencionou que Lula defendeu a suspensão da venda do Banco Master até a troca da presidência do Banco Central, levantando questões sobre a transparência nas operações financeiras. Daniella acrescentou que Vorcaro tinha relações com diversos setores do mercado financeiro e do Judiciário, enfatizando que não havia uma proximidade significativa entre ele e Flávio Bolsonaro.
Recentemente, um site de notícias revelou que Flávio solicitou recursos a Vorcaro em 2025 para o financiamento do filme “Dark Horse”, com pagamentos que totalizaram pelo menos R$ 61 milhões. O caso está sob investigação da Polícia Federal.
Na mesma entrevista, Flávio mencionou denúncias de que organizações criminosas, como Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital, estariam utilizando corretoras ligadas a empresas da Faria Lima para lavagem de dinheiro. Ele criticou a falta de compliance e questionou a disposição das pessoas em melhorar os mecanismos de controle.
Além disso, o presidenciável voltou a criticar o governo federal, alegando, sem apresentar provas, que indivíduos associados ao PCC e a fraudes no INSS teriam influência sobre o Palácio do Planalto, intensificando o debate sobre a corrupção e a segurança pública no país.