Flávio Bolsonaro é investigado por calúnia contra Lula
Inquérito investiga Flávio Bolsonaro por calúnia contra Lula após publicação em redes sociais.
A Polícia Federal iniciou um inquérito para apurar se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu crime de calúnia ao fazer declarações sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A autorização para a investigação foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com um prazo inicial de 60 dias para a conclusão.
A abertura do inquérito ocorreu na terça-feira, 15 de abril de 2026, em resposta a uma representação da PF ao Supremo Tribunal Federal. A investigação se baseia em uma publicação realizada por Flávio Bolsonaro em janeiro de 2026, onde ele associou Lula a situações de crime, especificamente vinculando-o ao presidente venezuelano Nicolás Maduro em um contexto de prisão.
No conteúdo postado, o senador insinuou que o presidente brasileiro seria alvo de delações, mencionando supostos crimes que incluíam tráfico internacional de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e fraudes eleitorais. A PF observou que essas alegações foram feitas sem a apresentação de provas concretas, o que configura uma possível imputação indevida de crimes.
Na fundamentação de sua decisão, Moraes destacou o alcance da publicação, que foi disseminada em um ambiente público e que atribuía práticas criminosas ao presidente da República. Essa circunstância justifica a abertura da investigação, considerando a gravidade das acusações.
O inquérito está sendo conduzido no STF, que é responsável por investigar autoridades com foro privilegiado, como senadores. Os investigadores da PF terão a tarefa de coletar informações sobre o contexto da publicação e sua repercussão, além de avaliar a intenção por trás das declarações feitas por Flávio Bolsonaro.
Ao final do período estipulado, a Polícia Federal poderá solicitar uma prorrogação da investigação, sugerir o arquivamento do caso ou apresentar elementos que possam levar à responsabilização do senador. Todo o processo continuará sob a supervisão do Supremo Tribunal Federal.
