Flávio Bolsonaro exerce influência sobre decisões de Trump enquanto Lula adota discurso patriótico após nova tarifa

Compartilhe essa Informação

Pesquisa revela impacto negativo de Flávio Bolsonaro na relação com Donald Trump.

As recentes medidas adotadas pelos Estados Unidos após o encontro entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump geraram mais repercussão negativa do que positiva para a pré-campanha do senador à presidência. Este é o resultado de uma pesquisa que foi divulgada recentemente.

De acordo com os dados, 47% dos entrevistados acreditam que a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos foi influenciada por Flávio Bolsonaro. Em contrapartida, 37% afirmaram que o senador não teve influência nessa decisão, enquanto 16% não souberam ou não quiseram opinar.

Além disso, 63% dos participantes da pesquisa afirmaram ter conhecimento sobre a notícia. Dentre esses, 60% acreditam que cabe ao governo brasileiro classificar o PCC e o CV como organizações terroristas, enquanto 29% discordam dessa postura. A opinião sobre o governo dos Estados Unidos é dividida: 45% defendem que a classificação das organizações como terroristas deveria ser feita, enquanto a mesma porcentagem discorda.

Outro dado relevante da pesquisa indica que 53% dos entrevistados consideram que bancos e empresas brasileiras serão prejudicados pelas punições impostas pelos Estados Unidos em relação às duas facções criminosas. Já 34% acreditam que não haverá problemas significativos para as instituições brasileiras.

A imposição de novas tarifas pelos Estados Unidos, que inclui um aumento de 25% diretamente ao Brasil e mais 12,5% para o país e outras nações, também é vista como uma consequência da visita de Flávio Bolsonaro a Trump. Essa decisão deve trazer mais benefícios políticos para Luiz Inácio Lula da Silva do que para o senador. Entre os entrevistados, 47% concordam com Lula, que acusou Flávio de ter solicitado o novo tarifaço contra o Brasil, enquanto 35% apoiam a versão de Flávio, que afirma ter pedido a Trump para não aplicar as taxas.

Além disso, 46% dos entrevistados concordam com a afirmação de Lula de que as tarifas são uma retaliação ao sistema de pagamentos Pix, enquanto 36% acreditam que as medidas são, segundo Flávio Bolsonaro, uma retaliação de Trump às declarações de Lula sobre os Estados Unidos.

Após a implementação do tarifaço, 47% dos entrevistados afirmaram que Lula representa o discurso de patriotismo e defesa dos interesses do Brasil, enquanto 37% atribuíram essa posição a Flávio Bolsonaro. Em termos de impacto eleitoral, 39% disseram que a nova tarifa aumentou sua intenção de votar em Lula, 30% em Flávio Bolsonaro e 23% em outros candidatos.

A pesquisa foi realizada com 2.004 eleitores de forma presencial entre os dias 5 e 8 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um índice de confiança de 95%. O registro da pesquisa é BR-07661/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *