Flávio Bolsonaro lança nova estratégia para conquistar eleitorado feminino

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Flávio Bolsonaro lança programa voltado para mulheres em meio a crises pessoais e eleitorais.

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, apresentou nesta quinta-feira, 16, o programa “Brasil por Elas”, uma iniciativa de sua campanha destinada a atrair o público feminino. Este movimento surge em um momento delicado, marcado por tensões com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e críticas sobre a abordagem do seu grupo político em relação às mulheres.

Durante uma transmissão ao vivo, Flávio esteve acompanhado de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica e cogitada para ser sua vice. Ele anunciou que, se eleito, se comprometerá a ampliar o acesso à internet para as mulheres, uma medida considerada essencial para promover inclusão e oportunidades.

O senador também introduziu a ideia da plataforma “Central da Mulher”, que visa proporcionar proteção inicial, acolhimento, qualificação e autonomia para as mulheres, tanto de forma presencial quanto digital. Adicionalmente, Flávio propôs a criação de uma inteligência artificial para auxiliar as mulheres em situações cotidianas e emergenciais.

Flávio reiterou sua preferência por uma vice mulher, mencionando Daniella Marques e citando outras figuras como Simone Marchetto, deputada federal pelo PP de São Paulo, e Clarissa Tércio, do Progressistas-PE, como possíveis candidatas a ocupar essa posição em sua chapa.

Crise com o eleitorado feminino

O pré-candidato enfrenta um desafio significativo com o eleitorado feminino, que representa mais da metade do total de eleitores no Brasil. O conflito público com Michelle Bolsonaro, uma figura influente entre as mulheres da extrema-direita, complicou ainda mais sua situação. A insatisfação aumentou após declarações de um de seus apoiadores, que desqualificou o voto feminino.

Após a repercussão negativa das falas de seu aliado, Flávio tentou minimizar os danos, afirmando não concordar com as opiniões expressas e distanciando-se do apoiador. Essa situação reflete um padrão observado nas eleições anteriores, onde Jair Bolsonaro também enfrentou dificuldades para conquistar o voto feminino.

Pesquisas recentes indicam que, enquanto Flávio se mostra competitivo entre os eleitores masculinos, ele enfrenta uma desvantagem significativa entre as mulheres em relação ao presidente Lula. Dados do Datafolha revelam que, entre o eleitorado geral, Lula lidera com 47% contra 43% de Flávio no segundo turno. Quando analisados apenas os votos femininos, a diferença se amplia, com Lula alcançando 52% e Flávio apenas 37%. Além disso, a rejeição a Flávio é alta, atingindo 53%, em comparação com 40% de Lula.

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