Flávio Bolsonaro não esclarece origem dos R$ 500 mil recebidos de empresa vinculada ao Banco Master
Flávio Bolsonaro esclarece relação com empresas do Banco Master, mas deixa questões em aberto.
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República, compartilhou um vídeo para esclarecer sua ligação com empresas do conglomerado do Banco Master, mas não respondeu a várias indagações sobre um pagamento de R$ 500 mil e notas fiscais que foram emitidas e canceladas.
No vídeo, Flávio afirmou ter prestado “serviços advocatícios” à empresa Contábil Correa, de forma legal e privada. Contudo, não forneceu detalhes sobre a natureza desses serviços.
Ele também mencionou que se recusou a trabalhar para a Copenhagen e Assessoria e Consultoria S.A., parte do grupo do Banco Master, que tem Rogério Lourenço Novo como diretor desde setembro de 2025. Ambas as empresas compartilham o mesmo endereço em São Caetano do Sul.
A Copenhagen é vinculada ao Fundo Estônia, da Trustee DTVM, que é uma das gestoras associadas aos ativos de Daniel Vorcaro. Até julho do ano passado, Artur Martins de Figueiredo era um dos diretores da empresa, além de atuar na Trustee.
Abaixo, veja o que o senador não esclareceu sobre o caso:
Qual foi o serviço prestado para a Contábil Correa?
A nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio para a Contábil Correa menciona genericamente “assessoria jurídica” no valor de R$ 500 mil. No vídeo, não foram apresentados detalhes sobre a natureza desse serviço ou a formalização de um contrato. Não foram encontrados processos ou procurações que comprovassem a relação entre a empresa e Flávio.
Quem apresentou Rogério Lourenço Novo a Flávio Bolsonaro?
A Contábil Correa, fundada em 2005, está registrada em São Caetano do Sul. O senador não explicou como conheceu Rogério Novo ou se houve intermediação de outra pessoa na proposta.
Por que fez duas notas fiscais de R$ 500 mil para Copenhagen, que foram canceladas?
Flávio Bolsonaro emitiu duas notas fiscais de R$ 500 mil para a Copenhagen em 7 de abril de 2025, uma das quais foi cancelada no mesmo dia e a outra dois dias depois. O senador afirmou que não aceitou trabalhar para a empresa, mas não esclareceu o motivo da emissão das notas.
Quais seriam os serviços solicitados pela Copenhagen e por qual representante?
No vídeo, Flávio se defendeu de acusações relacionadas a um serviço que não prestou. Ele afirmou que não aceitou a proposta da Copenhagen, mas não explicou quais serviços foram discutidos que justificaram a emissão das notas fiscais, nem quem fez a abordagem inicial.
Em uma nota, Flávio comentou que foi consultado sobre a prestação de serviços para a Copenhagen, mas que a contratação não se concretizou, resultando no cancelamento das notas fiscais emitidas.
