Flávio Bolsonaro substitui marqueteiro da pré-campanha à Presidência após crise relacionada ao caso Vorcaro
Flávio Bolsonaro nomeia novo marqueteiro em meio a crise na pré-campanha
O coordenador da comunicação da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República, Marcello Lopes, deixou o cargo nesta quarta-feira. O publicitário Eduardo Fischer foi escolhido para assumir a função.
A mudança ocorre em um momento conturbado, após a divulgação de uma reportagem que revelou uma negociação entre Flávio Bolsonaro e o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, envolvendo R$ 134 milhões para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Marcello Lopes, conhecido como Marcelão, deveria assumir oficialmente a comunicação da pré-campanha em junho, mas já fazia parte da equipe desde o dia 12 de maio. Em nota, a equipe de Flávio informou que a saída de Marcelão foi consensual e que ele decidiu priorizar seus negócios pessoais, retornando aos Estados Unidos para compromissos familiares.
Críticas à condução da comunicação durante a crise afetaram a imagem de Marcelão. Aliados de Flávio e membros do PL expressaram descontentamento com a forma como ele lidou com a situação, especialmente após a divulgação de um vídeo em que o senador tentava se explicar sobre sua relação com Vorcaro.
Fontes da campanha mencionaram que a saída de Marcelão foi influenciada por “outras frustrações” que não estavam diretamente ligadas ao caso Vorcaro. Sua recente viagem aos Estados Unidos durante a crise também gerou irritação entre os membros do partido.
O novo marqueteiro, Eduardo Fischer, é reconhecido por sua vasta experiência em criação e estratégia. O coordenador da pré-campanha, senador Rogério Marinho, expressou otimismo em relação à nova direção da comunicação, afirmando que Fischer pode ajudar a moldar a imagem de Flávio para o eleitorado brasileiro.
O escândalo em torno da negociação com Vorcaro tem impactado negativamente a reputação de Flávio, que, segundo uma pesquisa, perdeu seis pontos percentuais em sua popularidade desde a revelação do caso. Flávio defende que a negociação foi um pedido de financiamento privado para um projeto cinematográfico, mas o valor elevado levantou dúvidas entre seus aliados.
A situação se complica com a investigação da Polícia Federal, que examina se os recursos do banco Master foram utilizados para financiar Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, durante sua estadia nos Estados Unidos.
Em meio a essa turbulência, Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, comentou que Marcelão foi “sabotado pela política” e que a decisão de deixar o cargo foi dele. Wajngarten defende a permanência de Marcelão na campanha e critica a escolha de novos nomes para o cargo, ressaltando sua confiança nas habilidades do ex-coordenador.
