Flávio não esclarece polêmica em torno do escândalo ‘Dark Horse’
Flávio Bolsonaro evita esclarecer financiamento de filme sobre Jair Bolsonaro.
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, se esquivou de responder questões sobre o financiamento de 61 milhões de reais do banqueiro Daniel Vorcado ao filme Dark Horse, que retrata seu pai, Jair Bolsonaro.
Em entrevista, Flávio afirmou que não vê problema em buscar patrocínio para o filme do pai e negou qualquer contrapartida. Ele enfatizou que o financiamento não envolveu transferência de recursos para sua pessoa, classificando a relação como “privada”.
Quando pressionado a fornecer detalhes sobre os gastos, o senador desviou o foco para o presidente Lula, alegando, sem apresentar provas, que Lula teria se encontrado secretamente com Vorcado.
Mensagens entre Flávio e Vorcado indicam que o senador negociou até 24 milhões de dólares, cerca de 134 milhões de reais, para o projeto. Até o momento, os valores efetivamente transferidos e registrados nas comunicações somam pelo menos 10,6 milhões de dólares, equivalentes a aproximadamente 61 milhões de reais.
Os fundos foram direcionados ao Havengate Development Fund LP, um fundo localizado no Texas, representado pelo advogado Paulo Calixto, que também presta serviços a Eduardo Bolsonaro.
A produtora Go Up revelou, em um laudo pericial, que o custo total de Dark Horse foi de 75 milhões de reais, com 54 milhões gastos nos Estados Unidos e 20,9 milhões no Brasil. O laudo afirma que os recursos utilizados na produção foram de origem privada, mas não especifica os financiadores.
Atos golpistas
Flávio Bolsonaro também se manifestou sobre os eventos de 8 de janeiro, classificando-os como um “golpe da Disney” e uma farsa destinada a deslegitimar seu pai. Ele questionou como Jair Bolsonaro poderia ser responsabilizado por depredação de patrimônio público se estava nos Estados Unidos durante os incidentes.
A Polícia Federal indicou que a viagem de Jair Bolsonaro ao exterior, antes da posse de Lula, visava evitar sua prisão após a tentativa frustrada de contestar os resultados eleitorais.
De acordo com a corporação, o ex-presidente aguardava o desfecho dos atos golpistas, que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília.
Flávio também criticou os ministros do Supremo Tribunal Federal, mencionando Alexandre de Moraes como um dos “maiores violadores do direito internacional”. Ele reiterou a promessa de anistiar os envolvidos nos atos golpistas durante a transição de governo.