Flávio promete discutir cortes de gastos com os Poderes se for eleito, afirma Daniella Marques
Participação do Congresso e Judiciário é essencial para cortes de gastos, afirma Daniella Marques.
Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, destacou a importância da participação do Congresso e do Judiciário nas discussões sobre cortes de gastos, caso o candidato seja eleito. Ela propôs a criação de um Conselho Superior da República para abordar essa questão de forma colaborativa.
Marques fez suas declarações durante o 25º Fórum Empresarial do Lide, realizado no Rio de Janeiro. O evento teve início às 9h, com a presença do fundador do Lide, que foi governador de São Paulo. O fórum, que é um espaço de discussão sobre economia e mercado, teve transmissão ao vivo em plataformas digitais.
No primeiro painel, que ocorreu das 9h30 às 10h30, o tema central foi “Cenários do Brasil de Hoje: Economia e Mercado”. Durante sua participação, Daniella Marques criticou o elevado número de funcionários públicos, argumentando que muitas funções poderiam ser substituídas por tecnologias emergentes.
Ela enfatizou a necessidade de uma reforma administrativa digital, questionando quantas carreiras poderiam ser eliminadas na era da inteligência artificial. Marques citou que os 12 milhões de servidores públicos custam cerca de R$ 450 bilhões anuais aos contribuintes.
SEM EXTREMISMO
Em resposta a críticas sobre a suposta ligação de Flávio Bolsonaro a extremos ideológicos, Daniella Marques afirmou que não considera a candidatura extremada. Sua declaração foi uma reação a comentários do ex-governador de São Paulo, que expressou o desejo de uma alternativa política que não fosse dos extremos.
PEC SOBRE GASTOS
Após o painel, Marques revelou a possibilidade de envio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ao Congresso, visando cortes nos gastos públicos. No entanto, ainda não há definição sobre os detalhes dessa proposta ou se seria apresentada antes da posse do novo presidente.
Ela também destacou que a discussão no Conselho da República sobre cortes deve incluir emendas de congressistas ao orçamento, afirmando que a opinião técnica sobre essas emendas é irrelevante sem a participação do Congresso nas deliberações.
