Flávio rejeita proteção da PF e alerta sobre risco de infiltração

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Flávio Bolsonaro solicita que agentes da PF investiguem fraudes no INSS em vez de protegê-lo durante a campanha.

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, expressou desconfiança em relação à Polícia Federal e pediu que os agentes designados para sua proteção fossem utilizados na investigação de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em uma postagem nas redes sociais, ele manifestou sua intenção de abrir mão da segurança pessoal oferecida pela PF durante o período eleitoral, sugerindo que os recursos fossem redirecionados para apurar irregularidades que afetam aposentados.

A declaração ocorreu um dia antes do início da operação da PF, que visa garantir a segurança dos candidatos à presidência, com um investimento de aproximadamente R$ 95 milhões e a mobilização de até 458 agentes para atender a múltiplas candidaturas.

Flávio Bolsonaro destacou sua intenção de colaborar com a investigação de desvios no INSS, mencionando a figura de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e suas supostas ligações com práticas ilícitas durante o governo atual.

Ele criticou a justificativa da PF para não investigar Lulinha, afirmando que a falta de efetivo não deve ser um impedimento para a apuração de crimes, especialmente aqueles que afetam a população idosa.

O senador também expressou sua falta de confiança no diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, levantando preocupações sobre a possibilidade de infiltração de agentes em sua campanha. Ele não apresentou provas concretas para apoiar suas alegações.

Flávio reiterou sua desconfiança em relação ao atual comando da PF, afirmando que não se sentirá seguro com agentes associados a uma administração que, segundo ele, estaria direcionando a corporação para perseguir opositores políticos.

Ele prometeu, caso seja eleito, valorizar os policiais federais e garantir a autonomia da corporação, que, segundo suas declarações, estaria sob ordens para atuar contra adversários do governo.

Proteção aos candidatos

A Polícia Federal anunciou que a proteção aos candidatos começará após a homologação das candidaturas, prevista para esta segunda-feira. A corporação tem trabalhado em colaboração com partidos desde abril, desenvolvendo protocolos para garantir a segurança dos candidatos.

Os planos de segurança serão personalizados para cada candidato, levando em consideração os riscos específicos, locais de eventos e características das agendas. A proteção pode incluir veículos blindados, equipamentos de defesa contra drones, reconhecimento facial e monitoramento de ameaças digitais.

Uma sala de comando será instalada em Brasília para monitorar as operações em tempo real, assegurando que informações sensíveis sobre itinerários e grupos de proteção tenham acesso restrito.

A adesão ao esquema de proteção é opcional, e a PF garantiu que respeitará a decisão dos candidatos que optarem por não utilizar o serviço, podendo solicitar a proteção em um momento posterior.


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