Flávio revela ao NYT que levará para o túmulo segredo de sua fuga do Brasil
Flávio Bolsonaro nega auxílio governamental em sua fuga para os EUA após eleições.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desmentiu, em entrevista ao New York Times, qualquer apoio de governos em sua fuga para os Estados Unidos após a derrota no segundo turno das eleições presidenciais para Lula (PT).
Ele afirmou que não revelaria detalhes sobre sua saída do Brasil, mencionando que levará esses segredos “para o túmulo”. Flávio enfatizou que a viagem foi realizada de forma independente, sem ajuda externa. “Fui eu quem fez tudo”, declarou, negando qualquer assistência de governos.
Flávio chegou aos Estados Unidos no dia 28 de outubro, após questionar o resultado das eleições e receber ordens para entregar seus passaportes devido a uma investigação relacionada a suspeitas de lavagem de dinheiro. Essa investigação envolve seu advogado e amigo, Willer Tomaz.
Ao chegar aos EUA, ele publicou uma carta em tom golpista, onde se autodenominou o “verdadeiro presidente” do Brasil, embora posteriormente tenha alterado o termo para “líder”, mantendo a mesma abordagem controversa.
Recentemente, veículos de comunicação relataram que Flávio viajou em um jato particular, supostamente organizado por Jason Miller, um funcionário da Casa Branca. Além disso, informações da Argentina indicam que Santiago Caputo, assessor de Javier Milei, esteve envolvido na supervisão da operação de fuga desde o início.
Na entrevista, Flávio expressou que sua permanência nos Estados Unidos com a família é temporária. “Preciso seguir em frente com a minha vida nos Estados Unidos, pelo menos por enquanto”, afirmou, destacando a intenção de retornar ao Brasil para concorrer em futuras eleições. “Se houver novas eleições, obviamente serei candidato novamente”, concluiu.