Florianópolis investe R$ 2,7 milhões em show de cantora de soul com posicionamentos antivacina

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Florianópolis investe 2,7 milhões em show gratuito de Joss Stone, gerando polêmica por suas declarações sobre vacinas.

A Prefeitura de Florianópolis, localizada em Santa Catarina, decidiu investir 2,7 milhões de reais na contratação da cantora britânica Joss Stone para um show gratuito agendado para o dia 16 deste mês. A escolha da artista gerou discussão, especialmente devido às suas opiniões controversas sobre vacinas.

Em 2022, após contrair Covid-19, Joss Stone expressou dúvidas sobre a eficácia das vacinas, afirmando que tanto ela quanto seu marido adoeceram mesmo após estarem imunizados. A cantora questionou a confiança nos testes e sugeriu que confiar no próprio corpo poderia ser uma alternativa mais válida. Sua declaração gerou debates sobre a importância da vacinação.

Recentemente, em um vídeo divulgado em abril, Stone abordou novamente o tema, revelando que ela e seu marido estavam analisando pesquisas tanto a favor quanto contra as vacinas. A artista mencionou a hesitação em vacinar seus filhos, destacando a dificuldade que muitos pais enfrentam ao tomar essa decisão. “Vacinar um bebê sem questionar é uma situação difícil para qualquer pai ou mãe”, afirmou.

Joss Stone ganhou notoriedade no início dos anos 2000, construindo uma carreira sólida no soul e no R&B contemporâneo. Seu álbum de estreia, The Soul Sessions, lançado em 2003, a catapultou para a fama internacional ainda na adolescência. Ao longo de sua carreira, Stone conquistou um Grammy e colaborou com renomados artistas como Mick Jagger, Stevie Wonder e Herbie Hancock.

O show de Joss Stone faz parte das festividades do centenário da Ponte Hercílio Luz, um dos principais cartões-postais da capital catarinense. Além da artista britânica, o evento contará com apresentações da banda Dazaranha e do padre Fábio de Melo, prometendo atrair um grande público.

Conforme informações do Portal da Transparência do município, o valor pago pela contratação foi destinado à Secretaria Municipal de Turismo, englobando o cachê da artista e despesas relacionadas à sua equipe.

Curiosamente, o contrato assinado pela prefeitura em 17 de abril inclui uma cláusula que prevê que um possível cancelamento do show devido a um surto de Covid-19 só poderá ser realizado mediante acordo entre as partes envolvidas. O documento ressalta que quaisquer decisões referentes à pandemia devem ser discutidas previamente, garantindo que haja consenso entre a prefeitura e a artista.

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