Forte demanda externa impulsiona alta dos preços do boi gordo com cotações do dia
Alta nos preços do boi gordo reflete forte demanda no mercado.
O mercado físico do boi gordo registrou um aumento significativo nos preços na última sexta-feira (10). Esse movimento foi impulsionado por uma demanda robusta, superando as restrições de oferta no cenário atual.
A atuação ativa dos frigoríficos exportadores foi fundamental para essa alta. Esses frigoríficos estão operando com baixa ociosidade, buscando atender à crescente demanda da China, enquanto ainda possuem uma cota de exportação disponível de 1,106 milhão de toneladas estabelecida no início do ano.
Com a continuidade desse cenário, pode-se prever volatilidade no mercado quando a cota de exportação estiver esgotada. Especialistas indicam que isso pode resultar em picos de preços durante períodos de exportação aquecida, seguidos por quedas mais acentuadas na ausência de demanda do mercado chinês.
No que diz respeito aos preços internos do boi gordo, as cotações registradas foram as seguintes:
- São Paulo (SP): R$ 370,42 por arroba (à prazo)
- Goiás (GO): R$ 358,75 por arroba
- Minas Gerais (MG): R$ 353,24 por arroba
- Mato Grosso do Sul (MS): R$ 361,25 por arroba
- Mato Grosso (MT): R$ 365,41 por arroba
Atacado
No mercado atacadista, a carne bovina também apresentou alta nos preços, com expectativas de novos reajustes em um futuro próximo. Essa movimentação é impulsionada pela circulação de salários na economia, que favorece a reposição entre atacado e varejo.
Entretanto, o crescimento mais acentuado das cotações enfrenta limitações devido à concorrência com outras fontes de proteína. Mesmo com a recente recuperação da carne de frango, a pressão sobre os preços permanece.
- Quarto traseiro: R$ 27,50/kg
- Quarto dianteiro: R$ 22,00/kg
- Ponta de agulha: R$ 20,10/kg (+R$ 0,10)
Câmbio
O dólar comercial finalizou a sessão em baixa de 1,03%, sendo cotado a R$ 5,0105 para venda e R$ 5,0085 para compra. Durante o dia, a moeda variou entre R$ 5,0055 e R$ 5,0665, acumulando uma desvalorização semanal de 2,86%.
