França propõe Tebet ou Marina como vice para solucionar impasse na chapa de Haddad em São Paulo
Márcio França sugere nomes para vice na chapa de Haddad ao governo de São Paulo.
O ex-ministro Márcio França, pré-candidato ao Senado, propôs que Simone Tebet ou Marina Silva sejam escolhidas como vice na chapa de Fernando Haddad ao governo de São Paulo. Essa sugestão visa facilitar a formação da chapa do PT, que ainda enfrenta impasses.
Atualmente, França, Tebet e Marina estão na disputa por duas vagas ao Senado por São Paulo. Enquanto isso, Haddad ainda não definiu seu companheiro de chapa. O ex-prefeito chegou a considerar a pecuarista Teresa Vendramini, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, mas ela já manifestou que não tem interesse em concorrer.
Em uma entrevista, França revelou que, ao informar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre sua intenção de concorrer ao Senado, o petista expressou interesse em ver Tebet na disputa. França destacou a necessidade de uma composição equilibrada entre os candidatos.
“A minha sugestão é ter um governador com uma vice-governadora e um senador com uma senadora. Isso equilibraria a chapa”, afirmou França. Quando questionado se isso significaria que Marina ou Tebet seriam as vice, ele respondeu: “Eu imagino que sim, mas a decisão é do Haddad”. Ele ressaltou a importância de cumprir a proposta de equilíbrio de gênero nas candidaturas.
O atual governador, Tarcísio de Freitas, deve manter a chapa com o vice Felício Ramuth, enquanto Guilherme Derrite e André do Prado são mencionados como possíveis candidatos ao Senado.
Simone Tebet já deixou claro que não pretende ser vice, afirmando que deseja concorrer ao Senado ou se afastar da disputa. Marina Silva, por sua vez, ainda não se manifestou sobre o assunto, mas recentemente rejeitou a ideia de ser suplente de Tebet.
Nos últimos dias, Márcio França mencionou que aceitaria ser suplente de uma das duas, mas reafirmou sua intenção de manter a pré-candidatura. Ele classificou essa declaração como um “gesto gentil”, enfatizando as qualificações de ambas as candidatas.
“Tanto a Marina quanto a Simone são muito preparadas, são mulheres, ministras, já disputaram a Presidência. Naturalmente, você pode fazer esse gesto: ‘eu aceito ser suplente de quem aceita ser meu suplente’. É normal”, concluiu França.
Aliados de Flávio Bolsonaro estão preocupados com a operação da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira, que pode impactar a direita na corrida presidencial. A estratégia atual é manter Nogueira afastado do caso enquanto o cenário político continua indefinido.
