Galípolo afirma que crítica ao Pix é justificativa dos EUA
Banco Central defende o Pix diante de críticas dos EUA, destacando benefícios e inclusão financeira.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, manifestou-se em defesa do sistema de pagamentos instantâneos, conhecido como Pix, durante uma reunião no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Ele afirmou que as críticas feitas pelos Estados Unidos são infundadas e visam justificar a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros.
Galípolo argumentou que os dados e resultados obtidos pelo sistema de pagamentos não corroboram as alegações do governo norte-americano. O Pix, segundo ele, representa um avanço significativo na concorrência e na inclusão financeira, beneficiando tanto consumidores quanto empresas.
A investigação dos EUA, que se baseia na Seção 301 da legislação comercial, menciona o Pix como um dos fundamentos para a nova tarifa. O presidente do Banco Central considera essa abordagem uma tentativa de desviar o foco do déficit comercial entre os dois países, reunindo questões que não estão diretamente ligadas ao comércio bilateral.
Para ilustrar sua crítica, Galípolo comparou a situação a afirmar que a implementação de saneamento básico prejudicaria empresas que oferecem caminhões-pipa. Ele enfatizou que o Pix substituiu métodos de pagamento mais caros, como cheques e dinheiro em espécie, trazendo vantagens para todos os setores envolvidos.
Desde a sua introdução, o mercado de cartões de crédito experimentou um crescimento de cerca de 150%, evidenciando que o Pix não apenas aumentou a concorrência, mas também não prejudicou as empresas do setor. Os principais perdedores foram os cheques e o dinheiro físico, que possuem custos operacionais mais altos.
Além disso, Galípolo destacou o reconhecimento internacional do Pix, mencionando elogios de organizações como o Fundo Monetário Internacional e o Banco de Compensações Internacionais, bem como de economistas renomados. O Banco Central já estabeleceu acordos de cooperação técnica com mais de 47 bancos centrais ao redor do mundo que buscam desenvolver sistemas de pagamentos semelhantes.
O presidente reafirmou o compromisso do Banco Central em manter o Pix como um serviço gratuito, seguro e instantâneo para todos os usuários.
