GHC atende quase duas mil mulheres vítimas de violência

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Parcerias e protocolos fortalecem a Rede de Assistência Humanizada às Mulheres em Situação de Violência.

A assinatura de um termo de cooperação com a Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul, somada à implementação de novos protocolos de fluxo com a Corregedoria e a Saúde do Trabalhador do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), representa um avanço significativo em iniciativas de proteção às mulheres em situação de violência.

Nos últimos dois anos, 1.959 mulheres buscaram acolhimento na Rede de Assistência Humanizada às Mulheres em Situação de Violência (Re-Humam), destacando a importância desse espaço de escuta e apoio. O evento que celebrou o segundo aniversário da iniciativa apresentou um crescimento de 22% nos atendimentos, com um aumento nos casos atendidos, passando de 884 para 1.075.

A violência doméstica continua sendo a forma mais comum de agressão, representando 52% das situações atendidas, com um aumento de 19%. Além disso, a violência sexual também mostrou um aumento alarmante de 56%, totalizando 271 registros. A coordenadora da Re-Humam ressaltou a necessidade contínua de acolhimento e apoio às vítimas.

Desde sua criação em março de 2024, a Re-Humam atua em diversos locais do GHC, incluindo hospitais e centros de saúde, com a sede localizada no Hospital Cristo Redentor, que concentra 61% dos atendimentos. A maioria das situações envolve violência física, seguida pela violência sexual.

O recente evento não apenas formalizou a cooperação com a Defensoria Pública, mas também enfatizou a necessidade de uma abordagem integrada para lidar com os desafios enfrentados pelas vítimas. O diretor-presidente do GHC sublinhou que a instituição precisa atuar tanto no acolhimento quanto na criação de políticas internas que respondam às demandas sociais.

A parceria com a Defensoria Pública também tem como objetivo evitar que as vítimas se percam no percurso entre os serviços de saúde, assistência e justiça. A defensoria destacou a importância de unir as redes para garantir que as mulheres recebam atendimento de forma adequada e em todas as dimensões necessárias.

A exposição “Arrancadas de Nós: histórias que precisam ser contadas”, que faz parte do evento, utiliza a arte como ferramenta de sensibilização e conscientização sobre a violência contra a mulher, apresentando relatos de vítimas de feminicídio.

Um painel com representantes da Segurança Pública, Judiciário e assistência social discutiu o ciclo da violência doméstica, apresentando fluxos de atendimento e medidas protetivas. A importância da articulação entre os serviços foi destacada como essencial para garantir a proteção efetiva das mulheres em situação de vulnerabilidade.

Com quase dois mil atendimentos realizados em dois anos, a Re-Humam se estabelece como referência no acolhimento e proteção às mulheres. O aumento no número de casos evidencia a urgência por políticas públicas integradas e a necessidade de expandir a rede de apoio. O GHC busca agora qualificar dados e avançar em sistemas de busca ativa para atender ainda melhor as vítimas.

A Re-Humam não é apenas um serviço, mas um símbolo de resistência e recomeço para muitas mulheres. Ao unir saúde, justiça e assistência, o GHC demonstra que o enfrentamento à violência contra a mulher requer um compromisso contínuo e uma articulação institucional eficaz.

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