Gilmar Mendes afirma que inquérito das fake news será encerrado ao seu devido tempo

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Gilmar Mendes defende continuidade do inquérito das fake news até as eleições

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou que o inquérito das fake news deve permanecer aberto “pelo menos até as eleições” deste ano. Ele destacou a relevância da investigação em meio aos ataques direcionados à Corte.

Em uma entrevista, Mendes expressou sua convicção de que a continuidade do inquérito é necessária e que seu encerramento ocorrerá naturalmente no momento adequado. O ministro criticou a postura de certos membros da CPI do Crime Organizado, que, segundo ele, atacam a Corte sem se preocupar com os verdadeiros responsáveis por crimes.

O comentário de Mendes se refere ao relatório do senador Alessandro Vieira, que sugeriu o indiciamento de diversos ministros do STF e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por supostas ações inadequadas no caso Master. Este parecer, no entanto, foi rejeitado pela comissão responsável.

O ministro destacou a importância do inquérito, que já completou sete anos, como uma ferramenta para proteger o STF e responder a ataques externos. A investigação foi instaurada com o objetivo de apurar ameaças à independência do Judiciário e ao Estado de Direito.

Entre as polêmicas em torno do inquérito, estão a sua abertura de ofício pelo ex-presidente do STF, Dias Toffoli, a escolha de relator pelo presidente da Corte, e a condução do processo por um juiz, o ministro Alexandre de Moraes, em vez de um delegado. Essas questões geraram debates sobre a transparência e a legitimidade do processo.

Durante a mesma entrevista, Mendes também se referiu a um embate com o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema. O ministro pediu que Zema fosse incluído no inquérito devido ao compartilhamento de um vídeo que satiriza os ministros do STF.

O ex-governador, que já publicou diversos vídeos criticando o STF, afirmou que está sendo alvo de perseguição e que continuará a se manifestar contra o que considera abusos da Corte. Ele desafiou qualquer tentativa de silenciá-lo, afirmando que não se calará enquanto considerar que o STF atua de maneira inadequada.

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