Gilmar Mendes afirma que inquérito das fake news terminará quando for concluído

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Gilmar Mendes defende continuidade do inquérito das fake news até as eleições

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes manifestou, em entrevista recente, a necessidade de manter o inquérito das fake news aberto até pelo menos as eleições deste ano. Ele destacou a relevância da investigação em meio aos constantes ataques direcionados à Corte.

Mendes enfatizou que o inquérito é imprescindível e que sua conclusão deve ocorrer apenas quando a situação se estabilizar. Ele criticou o tratamento que o tribunal tem recebido, mencionando a falta de cuidado em relação a quem realmente cometeu crimes, em referência ao relator da CPI do Crime Organizado.

O ministro se referiu ao relatório do senador Alessandro Vieira, que sugeriu o indiciamento de Gilmar e de outros membros do STF, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Apesar das acusações, o parecer foi rejeitado pela comissão, demonstrando a fragilidade das alegações apresentadas.

O inquérito das fake news foi instaurado com o objetivo de investigar ataques ao STF e ameaças à independência do Judiciário. Completando sete anos no mês passado, o inquérito se consolidou como um mecanismo de defesa do Supremo contra investidas externas.

Entre as polêmicas que cercam o inquérito, destaca-se sua abertura de ofício pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, e a escolha do relator pelo presidente da Corte, além do sigilo mantido e da condução do processo por um juiz, em vez de um delegado.

Durante a mesma entrevista, Gilmar Mendes abordou seu desentendimento com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que foi incluído no inquérito por compartilhar um vídeo satírico sobre os ministros do STF. Mendes argumentou que esse tipo de comportamento irresponsável deve ser investigado, especialmente em um contexto eleitoral.

Desde o início da semana, Zema tem utilizado suas redes sociais para criticar o STF, alegando ser alvo de perseguição. Ele se mostrou determinado a continuar suas declarações, desafiando qualquer tentativa de silenciá-lo e acusando o tribunal de se transformar em um “Supremo Balcão de Negócios”.

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