Governança deve atuar como acelerador e não como freio, diz diretora do Gartner

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Governança e mentalidade são essenciais para o sucesso da inteligência artificial nas empresas.

Mais do que implementar governança, é crucial transformar a mentalidade em relação a ela. Este foi um dos pontos centrais discutidos durante a Conferência Gartner Data & Analytics, realizada em São Paulo. O evento destacou três pilares fundamentais para extrair valor da inteligência artificial (IA), sendo a governança uma das bases para fortalecer a IA.

De acordo com especialistas, é necessário diversificar a visão sobre a geração de valor, considerando que o retorno sobre investimento (ROI) é apenas uma das possíveis métricas. A geração de valor deve ser abordada de forma mais ampla, englobando inteligência, integridade e o papel das pessoas nas organizações.

A governança é vista como um retorno à integridade, assegurando a segurança de dados sensíveis e promovendo uma análise ética. No entanto, muitas empresas ainda encaram a governança de dados como um entrave, implementando-a de forma fragmentada. Essa abordagem resulta em uma falta de retorno sobre o uso da IA, pois cada departamento gerencia seus dados de maneira isolada.

Para superar esses desafios, é fundamental estabelecer bases sólidas, utilizando uma camada de contexto unificada que esteja alinhada com as iniciativas de IA. Sem essas bases, a IA continuará sendo percebida como um experimento dispendioso para muitas organizações.

Os líderes de dados e análises (D&A) devem garantir que seus dados estejam prontos para a IA, evitando a exposição de informações incorretas e prevenindo imprecisões. Uma camada de contexto bem projetada é essencial para evitar mal-entendidos e alucinações na análise de dados.

Além disso, é importante que as empresas definam sua ambição em relação à inteligência artificial. Com o avanço acelerado da tecnologia, as organizações precisam ter um plano claro sobre o que desejam alcançar com a IA. A experimentação é necessária, mas deve ser equilibrada para não resultar em retrocessos.

Os analistas também ressaltam a importância de retornar ao foco humano. Embora muitos CIOs esperem reduzir suas equipes, a realidade mostra que, no último ano, apenas uma pequena porcentagem realmente fez cortes, enquanto a maioria aumentou sua força de trabalho. Isso levanta a questão de se as empresas estão investindo tanto em pessoas quanto investem em tecnologia de IA.

Para obter um retorno significativo de seus colaboradores, as empresas devem capacitar suas equipes para a transformação impulsionada pela IA. Isso inclui alocar orçamento para gestão de mudanças e priorizar o desenvolvimento de competências e mentalidade, em vez de apenas focar em ferramentas tecnológicas.

Concentrar-se nas competências e na transformação comportamental permitirá que os líderes desbloqueiem o potencial tanto individual quanto coletivo de suas equipes, maximizando assim o valor de seus investimentos em desenvolvimento de pessoal.

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