Governistas criticam encontro entre Flávio e Trump como manobra diversionista

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Críticas à viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA aumentam entre aliados de Lula

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressaram descontentamento com a visita do pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, aos Estados Unidos. O senador, que esteve na Casa Branca, se reuniu com o presidente Donald Trump, gerando reações negativas na base governista.

Os integrantes da base afirmam que a agenda em Washington é uma tentativa de desviar a atenção das controvérsias relacionadas à conexão de Flávio com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Essa relação tem sido alvo de críticas e questionamentos por parte da oposição.

Entre os que se manifestaram, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, destacou em entrevista que a família Bolsonaro se submete a uma postura de subserviência diante dos Estados Unidos. Ele também criticou a proposta de segurança pública apresentada por Flávio a Trump e questionou se o senador havia solicitado ao presidente americano que classificasse as milícias do Rio de Janeiro como organizações criminosas.

O deputado Lindbergh Farias também se posicionou contra a viagem. Em suas redes sociais, ele se referiu a Flávio e outros aliados como “três patetas com Trump”, sugerindo que o objetivo do encontro era criar uma imagem favorável para desviar o foco das investigações envolvendo Vorcaro.

Ele reforçou sua crítica, afirmando que a viagem visava esconder a repercussão do caso de Vorcaro e os R$ 61 milhões que estariam em questão.

O ex-ministro José Dirceu também se manifestou, referindo-se ao encontro como uma conspiração contra o Brasil. Ele insinuou que Flávio estava fugindo de problemas internos, especialmente em relação à investigação do governador Cláudio Castro e sua ligação com Vorcaro.

A relação entre Flávio e Vorcaro ganhou destaque após a revelação de que o senador buscou financiamento para um filme sobre Jair Bolsonaro. Flávio nega qualquer irregularidade, afirmando que a negociação foi legal e privada.

Após sua reunião com Trump, Flávio declarou à imprensa que discutiu temas relevantes, como crime organizado e tarifas comerciais, além de solicitar apoio dos EUA para classificar facções brasileiras como organizações terroristas.

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