Governistas expressam pesar pela morte de médica em tiroteio no Rio

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Médica é morta durante perseguição policial em Cascadura

Andrea Marins Dias, de 61 anos, foi vítima de disparos em uma ação policial em Cascadura, zona Norte do Rio de Janeiro. O incidente ocorreu no último domingo, durante uma perseguição que resultou em tiros contra o veículo que ela dirigia.

A médica, que dedicou sua carreira ao atendimento de pacientes oncológicos, foi atingida em uma abordagem que, segundo relatos, pode ter sido resultado de uma confusão entre seu carro e o de criminosos. A situação gerou grande comoção nas redes sociais, onde muitos lamentaram sua morte.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, expressou sua indignação ao classificar o episódio como “desolador”. Ela destacou que testemunhas afirmaram que a polícia teria confundido o carro de Andrea com o de suspeitos. “Desolador. A médica Andréa Marins Dias foi morta a tiros durante uma abordagem policial em Cascadura”, disse.

A deputada federal Talíria Petrone criticou a política de segurança pública, afirmando que a morte de Andrea é mais uma evidência de uma abordagem que transforma comunidades em zonas de guerra. Ela prestou solidariedade à família da médica e lamentou a perda.

O deputado Henrique Vieira também se manifestou, mencionando que recebeu a notícia “com profunda tristeza” e reforçando os relatos de confusão em relação ao veículo da médica. A deputada Marina do MST destacou que o episódio ocorreu durante mais uma ação da PM, enquanto a deputada estadual Renata Souza corroborou os testemunhos de que o carro de Andrea foi confundido com o de criminosos.

Marcelo Freixo, presidente da Embratur, considerou o caso uma “falha estrutural” e lamentou a interrupção de mais uma vida. O Ministério da Saúde emitiu uma nota de pesar, reconhecendo a trajetória de Andrea no Instituto Nacional de Câncer (INCA), onde atuou por quase duas décadas, dedicando-se ao cuidado de pacientes oncológicos e em cuidados paliativos.

QUEM ERA A MÉDICA ANDREA MARINS DIAS

Graduada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Andrea era especialista em ginecologia e cirurgia oncológica, com mais de 28 anos de experiência na saúde da mulher. Ela utilizava suas redes sociais para compartilhar informações sobre saúde feminina e desenvolveu um método para o diagnóstico precoce da endometriose, além de ter publicado um e-book sobre o tema.

INVESTIGAÇÃO POLICIAL

A Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que a Corregedoria Geral instaurou um procedimento para investigar o caso. Em comunicado, a corporação afirmou que os policiais envolvidos foram afastados de suas funções externas enquanto as investigações estão em andamento.

De acordo com a polícia, a abordagem ocorreu após informações sobre um veículo modelo Corolla Cross supostamente envolvido em atividades criminosas na região. O tiroteio se desenrolou na rua Palatinado, onde, após a perseguição, os agentes encontraram Andrea já sem vida em seu carro.

A Polícia Militar ressaltou que está colaborando integralmente com as investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Capital, buscando esclarecer todos os detalhes do ocorrido.

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