Governo demite 16 ministros de Estado na última semana para desincompatibilização

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Exonerações no governo federal marcam preparação para as eleições de outubro.

O governo federal realizou a exoneração de 16 ministros de Estado que estão se preparando para concorrer nas eleições de outubro. A legislação eleitoral exige que ocupantes de cargos públicos deixem seus postos seis meses antes do pleito, prazo que se encerra no próximo sábado, 4 de abril.

A medida de desincompatibilização tem como objetivo evitar o uso indevido da máquina pública e garantir que os pré-candidatos não utilizem recursos ou a visibilidade de suas funções para obter vantagens em relação aos concorrentes.

Além das exonerações, houve a troca do ministro André de Paula, que atuava na Pesca, agora nomeado para o Ministério da Agricultura, ocupando o lugar de Carlos Fávaro.

A maioria dos ministros exonerados foi substituída por seus antigos secretários-executivos, o que demonstra uma tentativa de continuidade nas ações do governo na fase final do mandato. Por exemplo, na Pasta da Pesca, Rivetla Edipo Araujo Cruz, que era secretário-executivo, assumiu o ministério.

Entretanto, ainda existem três ministérios sem novos titulares definidos: o Ministério do Empreendedorismo, criado em 2024 para acomodar Márcio França, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Secretaria de Relações Institucionais (SRI).

As exonerações desta semana se somam à saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda, oficializada em 20 de março, que também se prepara para concorrer ao governo de São Paulo. Dario Durigan, ex-secretário-executivo da Fazenda, assumiu a liderança do ministério com algumas mudanças na equipe.

As trocas realizadas são as seguintes:

1. Carlos Fávaro (PSD) deixou o Ministério da Agricultura e Pecuária para concorrer ao governo de Mato Grosso, sendo substituído por André de Paula;

2. Paulo Teixeira (PT) saiu do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar para concorrer a deputado federal por São Paulo, sendo substituído por Fernanda Machiaveli;

3. Macaé Evaristo (PT) deixou o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania para concorrer a deputada estadual por Minas Gerais, substituída por Janine Mello dos Santos;

4. André Fufuca (PP) saiu do Ministério do Esporte para concorrer ao Senado pelo Maranhão, sendo sucedido por Paulo Henrique Cordeiro Perna;

5. Sônia Guajajara (PSOL) deixou o Ministério dos Povos Indígenas para possivelmente buscar reeleição como deputada federal, substituída por Eloy Terena;

6. Simone Tebet, agora no PSB, foi exonerada do Ministério do Planejamento e Orçamento para disputar um cargo em São Paulo, sendo substituída por Bruno Moretti;

7. Silvio Costa Filho (Republicanos) saiu do Ministério de Portos e Aeroportos para concorrer a deputado federal por Pernambuco, sucedido por Tomé Franca;

8. Marina Silva (Rede) deixou o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima para concorrer a um cargo em São Paulo, sendo substituída por Paulo Capobianco;

9. Renan Filho (MDB) saiu do Ministério dos Transportes para concorrer ao governo de Alagoas, sucedido por George Santoro;

10. Rui Costa (PT) deixou a Casa Civil para concorrer ao Senado pela Bahia, sendo substituído por Miriam Belchior;

11. Jader Filho (MDB) saiu do Ministério das Cidades, sendo substituído por Antônio Vladimir Lima;

12. Camilo Santana (PT) saiu do Ministério da Educação e foi sucedido por Leonardo Barchini;

13. Anielle Franco (PT) deixou o Ministério da Igualdade Racial para concorrer a deputada federal pelo Rio de Janeiro, sendo substituída por Rachel Barros de Oliveira;

14. Márcio França (PSB) saiu do Ministério do Empreendedorismo e não teve novo titular definido;

15. Geraldo Alckmin foi exonerado do MDIC para concorrer novamente a vice-presidente, sem substituto nomeado;

16. Gleisi Hoffmann (PT) foi exonerada da SRI para disputar o Senado pelo Paraná, também

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