Governo do Rio Grande do Sul dá início a nova fase dos estudos de batimetria

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Governo do Rio Grande do Sul inicia novos estudos batimétricos para prevenção de enchentes

Os contratos e autorizações para o início dos trabalhos foram formalizados em Imbé, no Litoral Norte.

Na quarta-feira (1º), o governo do Rio Grande do Sul deu início aos trabalhos de campo de três novos blocos de estudos batimétricos em rios e lagoas do Estado. A cerimônia de assinatura ocorreu em Imbé, com a presença do governador Eduardo Leite, marcando a nova etapa de levantamento que visa subsidiar ações de prevenção a enchentes, gestão de recursos hídricos e futuras intervenções de desassoreamento.

Leite destacou que esses novos estudos representam um investimento estratégico para ampliar a prevenção de enchentes e fortalecer a resiliência climática do Estado. Ele enfatizou a necessidade de um planejamento técnico de longo prazo para recuperar a navegabilidade e melhorar a drenagem. “Este é um trabalho que exige responsabilidade, pois seus resultados não são imediatos. É uma política de Estado focada em preparar o Rio Grande do Sul para enfrentar melhor eventos meteorológicos e garantir mais segurança à população”, afirmou.

Com um investimento de R$ 7,8 milhões, oriundos do Funrigs (Fundo do Plano Rio Grande), os novos estudos fazem parte do Plano Rio Grande, um programa estadual dedicado à reconstrução e adaptação frente a eventos hidrológicos extremos.

A secretária estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura ressaltou a importância dos levantamentos para o planejamento das ações de prevenção e adaptação climática. A batimetria é considerada uma ferramenta essencial para transformar dados em decisões, permitindo uma melhor compreensão da dinâmica dos corpos hídricos e planejamento de ações eficazes para reduzir riscos.

Com a formalização dos contratos, as empresas responsáveis já estão autorizadas a iniciar os trabalhos. Os dados coletados serão disponibilizados no Portal da Infraestrutura Estadual de Dados Espaciais, facilitando o acesso à informação por pesquisadores, especialistas e órgãos de Defesa Civil. Esses dados também servirão para atualizar planos de contingência e auxiliar na gestão dos recursos hídricos.

Os novos contratos de batimetria, que incluem o litoral, ampliam o escopo dos estudos, abordando não apenas questões ambientais, mas também o potencial de uso das hidrovias.

Novos blocos de estudos

Os estudos foram divididos em três blocos, cada um com um investimento aproximado de R$ 2,6 milhões. O primeiro, denominado Planície Costeira – Tramandaí (Norte), será realizado pelo Consórcio Ambicarbon, cobrindo a porção norte da bacia hidrográfica do Rio Tramandaí.

O segundo bloco, Planície Costeira – Tramandaí (Sul), será conduzido pela empresa Precursore Engenharia Portuária e Hidrografia, abrangendo lagoas na porção sul da bacia do Tramandaí.

O terceiro bloco, Montante Jacuí (Bacias Hidrográficas do Vacacaí, Alto Jacuí e Pardo), será executado pela Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental, focando nas bacias hidrográficas do Alto Jacuí, Pardo e Vacacaí-Vacacaí Mirim.

Esses levantamentos batimétricos serão realizados em larga escala, englobando diversos cursos hídricos e bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul, permitindo uma análise integrada do leito dos rios e sistemas lagunares.

A coleta de dados e a modelagem hidrodinâmica possibilitarão uma avaliação mais precisa do comportamento dos cursos d’água, além de analisar a viabilidade de intervenções como dragagem ou desassoreamento para melhorar o fluxo hídrico e minimizar riscos de inundação.

Resultados preliminares

Em março de 2026, o governo do Estado já havia divulgado resultados parciais de estudos batimétricos em áreas prioritárias, que indicaram que não houve mudanças significativas nas condições analisadas em relação às enchentes de 2024.

Como funciona a batimetria

A batimetria realiza o mapeamento do relevo submerso de corpos hídricos utilizando equipamentos especializados como o ecobatímetro, que combina tecnologia de sonar com sistemas de georreferenciamento por satélite para medir profundidades e registrar a localização dos dados coletados.

Além do levantamento submerso, as equipes utilizam

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